A Florianópolis do futuro e uma Justiça trabalhista virtual ainda em 2008

admin | Vídeos | Sexta, 16 de Maio de 2008

Acredite, em Florianópolis, as lajotas diferenciadas dos meios fios colocadas para orientar deficientes visuais nas principais ruas da cidade, foram colocadas à beira das calçadas das principais ruas da cidade. Se o portador da deficiência se guiar por elas vai dar literalmente “com a cara no poste”. Por estas e outras razões foi criado o Grupo Floripa Acessível que busca uma cidade mais adequada a realidade dos dias atuais, sem perder as características históricas. Ao menos onde elas ainda existem, supomos.

Destaque também para projeto inédito da Justiça do Trabalho de Santa Catarina que encontrou uma solução ecológica e políticamente correta para eliminar os “processos findos”. Em outras palavras, montanhas de papel que chegam a 32 toneladas/ano viraram uma ação de cidadania. O presidente do TRT-12a Região, Juiz Marcus Pina Mugnaini, anuncia para o segundo semestre uma justiça trabalhista virtual em Santa Catarina.

E ainda entrevista com o Diretor de Operação e Sistemas do Instituto Sapientia, Carlos Henrique Assuiti sobre as novidades da Gincana do Milênio 2008. Estes são os assuntos do Educação e Cidadania do dia 10.05.08.

Duração: 20 min 16 seg.

* Obs.: para uma melhor experiência, recomenda-se uma conexão de 600 kbps ou superior.

Deprimente :: Distribuição de spam na América Latina é liderada pelo Brasil

admin | Sem Categoria | Sexta, 9 de Maio de 2008

Spam

São Paulo – O Brasil é o que mais distribui spam na América Latina. O País ficou em primeiro lugar no envio de mensagens indesejadas, com participação de 36% dos e-mails não solicitados que circularam pela Web na região no segundo semestre de 2007, segundo a 13ª edição do Relatório de Ameaça de Segurança na Internet realizado pela Symantec.

O estudo monitorou a Internet na região no período de 1º de julho a 31 de dezembro de 2007 e comprovou que o Brasil lidera o ranking de ameaças de Web no continente, tendo respondido por 37% das atividades nocivas. As principais portas de ataques foram as redes sociais e o e-mail. Este último sofreu um alto índice de invasões por phishing e spam.

Segundo o relatório, o aumento do spam no Brasil se deve ao crescimento da banda larga. O meio mais utilizado para disseminação dessas mensagens foram as redes bot, que disparam e-mails de forma maciça. Isso fez com que o país ficasse em sexto lugar no ranking mundial em computadores infectados por bot.

O Brasil também aparece em primeiro lugar entre os países da América Latina na criação de códigos maliciosos, hospedagem se sites com phishing, invasões por redes zumbi e ataques a servidores.

No ranking global, o Brasil aparece em 9º lugar na geração de ameaças na Internet, o que segundo Marcelo Silva, diretor de serviços profissionais da Symantec, mostra uma maior maturidade dos cibercriminosos. No estudo anterior, o país estava na 12ª posição. “Estamos gerando mais conteúdo nocivo em português”, afirma o executivo”.

Silva destaca que o crescimento da banda larga no Brasil levou mais brasileiros para Internet, que muitas vezes não tomam cuidados básicos de segurança. Umas das principais portas de entradas dos criminosos são as redes sociais, como o Orkut, onde as pessoas tornam dados e informações públicas.

O advogado Renato Opice Blum, especializado em crime eletrônico, alerta os internautas para serem mais cuidadosos na hora de colocar perfil em páginas pessoais e divulgar informações sigilosas em programas de bate-papo online. “As pessoas não saem por ai contando sua vida para qualquer um no mundo físico. Na Internet é a mesma coisa”, diz o especialista.

Fonte: www.wnews.com.br

Você viveria do lixo?

admin | Vídeos | Quinta, 8 de Maio de 2008

E ainda conseguiria um salário de no mínimo R$ 700,00 por mês? É o que garantem os catadores de lixo do projeto “Dê a mão para o futuro”, do Senac de Santa Catarina. A reportagem você confere no programa Educação e Cidadania do dia 03.05.08 aqui postado. Você também vai conhecer novos escritores como Dauro Veras, Vanessa Clasen, Ludmila Bolda e Fernando Petry, apostando em suas histórias e discutindo o atual mercado editorial catarinense. E na entrevista com a presidente da Apae de Florianópolis Arlete Torri, vai saber porque a instituição necessita de 1 milhão de reais ao ano para custear projetos, professores e equipe técnica.

Duração: 20 min 49 seg.

* Obs.: para uma melhor experiência, recomenda-se uma conexão de 600 kbps ou superior.

Gincana do milênio Sapiens Circus mobiliza Escolas de Florianópolis e Tubarão

admin | Agenda de eventos | Quarta, 7 de Maio de 2008

Iniciam hoje, oficialmente, as inscrições para a Gincana do Milênio Sapiens Circus Florianópolis – Tubarão (www.gincanadomilenio.org.br/flotub), um desafio que utiliza jogos virtuais e atividades culturais interativas buscando incentivar o uso educativo das tecnologias da informação e comunicação na escola. A Gincana também visa preparar jovens para intervir construtivamente na realidade socioambiental de sua região, utilizando os professores e atividades ado de Santa Catarina por meio da FAPESC e da Secretaria de EducaOito Objetivos do Desenvolvimento do Milênio, propostos pela ONU (Organização das Nações Unidas). Idealizada pela Fundação CERTI e Instituto Sapientia, e nesta edição patrocinada pela Celesc e Tractebel, por meio da Lei Rouanet - MINC.

Nesta quarta-feira, dia 07 de maio, diretores e coordenadores pedagógicos das escolas estaduais da região da Grande Florianópolis vão conhecer de perto a Gincana. Eles terão a oportunidade de saber mais sobre a proposta pedagógica e participar de uma de suas atividades de sensibilização: o Sapiens Circus, uma nova ferramenta pedagógica e lúdica instalada no Sapiens Parque, que integra elementos de cinema, teatro, gincana e internet, com uso de tecnologias de informação, comunicação e audiovisual.

De forma inédita, a Gincana do Milênio propõe aos participantes tarefas que promovem a discussão e o cumprimento dos Oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio definidos pela ONU. Como afirma Marcelo Ferreira Guimarães, Diretor Geral do Instituto Sapientia e também Diretor de Inovação do Sapiens Parque, “esta é a primeira experiência que, além de divulgar de maneira inovadora as Metas do Milênio, provoca o desenvolvimento de projetos concretos para alcançá-las”.

Nas próximas semanas alunos dessas escolas também terão oportunidade de visitar o Circus e, assim, iniciar sua participação. “Neste período, cerca de 2,5 mil alunos vão passar pelo Sapiens Circus”, espera o Diretor de Operação e Sistemas do Instituto Sapientia, Carlos Henrique Assuiti.

Carlos Assuiti será o entrevistado do programa Educação e Cidadania deste sábado, às 18:55h na TVBV, em Florianópolis.

* Obs.: para uma melhor experiência, recomenda-se uma conexão de 600 kbps ou superior.

Serviço:
O quê: Início das Atividades da Gincana do Milênio em Florianópolis (etapa de sensibilização dos professores)
Quando: dia 07 de maio 2008
Horário: das 9h às 12h e das 14h às 17h
Onde: Sapiens Parque em Canasvieiras em Florianópolis
www.gincanadomilenio.org.br/flotub

Círculo do Leitura da UFSC coloca Raquel Wandelli na ciranda

admin | Cotidiano | Quarta, 7 de Maio de 2008
A jornalista Raquel Wandelli
A jornalista Raquel Wandelli

A jornalista e professora universitária Raquel Wandelli é a convidada desta quinta-feira, 8, no Círculo de Leitura, iniciativa da Editora da UFSC que congrega escritores, artistas, professores, pesquisadores, estudantes e demais pessoas dispostas a alimentar e difundir a paixão pela leitura. Conversa informal sobre livros que o convidado e os presentes estejam lendo no momento, o Círculo é realizado sempre na primeira quinta-feira de cada mês.

Você sempre leu muito, por hábito e por opção. Como a leitura entrou na sua vida?
Raquel Wandelli – Como filha de juiz, morei em várias cidades do Estado – Capinzal, Sombrio, Xanxerê, Tubarão, Jaraguá do Sul. Sem tempo para consolidar amizades, me refugiei na leitura, arma que usei também para fugir da solidão que aumentou na adolescência. Era uma forma de conversar comigo mesma, alimentar a fantasia e compreender o mundo. A leitura é importante porque responde a perguntas e necessidades interiores e nos ajuda a entender muitas contingências da vida.

Quais são os seus autores preferidos e o que está lendo no momento?
Raquel – Gosto, leio e releio Rubem Fonseca, José Saramago, Ítalo Calvino, Mário Quintana, Borges, Kafka, Machado, Drummond, Sartre, Umberto Eco, Walter Benjamin.

Em “Leituras do Hipertexto – Viagem ao Dicionário Kazar”, que foi tema de sua dissertação de mestrado, você analisou o caráter hipertextual de um romance do escritor Milorad Pávitch. Como este livro abriu portas para outros, de idêntica concepção?
Raquel – O livro de Pávitch é um corpo com muitas entradas e saídas, no sentido de que o ser humano, sendo um livro, também não pode determinar seu princípio ou o seu fim. Vejo a leitura como algo aberto, que ajude a produzir sentido, e depois do “Dicionário Kazar” tenho sido menos tolerante com as obras que se entregam muito facilmente ou que deixam pouca margem para a participação do leitor. O valor não está na obra, mas no que se pode tirar dela. A partir de Pávitch, descobri Osman Lins, autor brasileiro de uma obra vasta e inventiva, mas pouco lida e divulgada. Em “Avalovara”, seu romance mais hipertextual, ele cria uma intrincada trama entre texto e mundo, intercalando oito temas narrativos que atravessam tempos e espaços distintos, na busca de um livro total, uma cosmogonia.

Como professora de Jornalismo, como vê o nível de leitura e informação dos alunos que estão chegando à universidade?
Raquel - Vejo um abismo entre a cultura impressa e a da internet, que é utilizada pelos jovens de hoje. Como professores, tendemos a dar valor exagerado às leituras tidas como fundamentais, e por isso fazemos chantagens com os alunos, o que os leva ao pânico e à crença de que são incapazes diante do desconhecido. Acredito que cultura não se adquire, se constrói, por isso não temos autoridade para afirmar que a cultura escrita é a que vale. Devemos considerar o rap e os jogos interativos, a linguagem interconectiva e fragmentada dos jovens, como parte de seu mundo. Precisamos nos atualizar e descer do castelo onde estamos. Pedagogia é afeto e não tem a ver com o terrorismo que usamos em sala de aula.

Serviço:
Quando: dia 08 de maio de 2008, quinta-feira
Horário: às 17:00h
Onde: Espaço Cultural Cruz e Sousa da EdUFSC, localizado próximo ao Centro de Cultura e Eventos da Universidade em Florianópolis.

As brumas dançam sobre o espelho do rio, novo livro de Urda Klueger

admin | Entrevistas | Terça, 6 de Maio de 2008
A escritora Urda Alice Klueger
A escritora Urda Alice Klueger

Nesta quinta-feira, a escritora Urda Klueger lança em Blumenau, o livro “As brumas dançam sobre o espelho do rio”. A escritora falou com exclusividade ao blog do Educação e Cidadania.

Maria Odete - Este livro é uma reedição do livro lançado em 1981, com o mesmo título?


Urda Klueger - Sim, é uma reedição. Foi feita uma rigorosa revisão de português (a vida vai ensinando um bocado de coisas para a gente, inclusive a aperfeiçoar a gramática!), e a capa tão linda, de Johnny Kamigashima também é nova, mas foi mantido o mesmo texto e a mesma apresentação, que foi feita pelo saudoso Silveira Júnior, cuja cadeira hoje eu ocupo na Academia Catarinense de Letras.

Maria Odete - É este o livro que aborda a extensa pesquisa que vc realizou sobre os Sambaquianos, antigos moradores de Santa Catarina, entre 6.000 e 2.000 anos atrás iniciada em 1997, que já gerou uma monografia, e está gerando este romance-histórico e caminha para um livro para-didático.


Urda Klueger - Não, o livro SAMBAQUI sai no mês que vem. O paradidático a respeito, chamado “O povo das conchas”, já saiu em 2004.

Maria Odete - A sua formação em História está sendo fundamental para falar do passado e da história/antropológica do nosso estado?

Urda Klueger - Dou um valor muito grande à minha formação em História. As coisas se somam, em mim, a História e a Literatura. Não saberia fazer uma sem a outra. Até dá para fazer História sem Literatura, mas Literatura sem História, aí não dá. E vejo tal formação como uma coisa tão fascinante, que não pode se limitar apenas a Santa Catarina. É por tal coisa que acabo sempre escrevendo sobre outros lugares também, muitas vezes, inclusive, em outros continentes.

Capa do livro

Maria Odete - E a Urda mulher, o que anda aprontando?

Urda Klueger - Trabalhando, trabalhando, trabalhando. Sou apaixonada por um Passarinho que não quer saber dos meus gorgeios (gorjeios?). Arranjei um cachorro, ano passado, o Atahualpa, que é a coisa mais querida. Tenho escrito umas crônicas sobre ele, que têm saído nos mais inesperados lugares. Sempre que posso, acampo (muitas vezes aqui em Blumenau mesmo), e quando dá, pego a mochila e tomo o rumo da América dita Latina.

Serviço:
Quando: dia 08 de maio de 2008, quinta-feira
Horário: às 20h00
Onde: no Bar e Restaurante Farol, à praça do Estudante, final da Rua Antonio da Veiga (Rua da Furb), em Blumenau SC

A escritora Lya Luft fala do caso Isabella

admin | Opinião | Domingo, 4 de Maio de 2008
A escritora Lya Luft
A escritora Lya Luft

“Não a vi abraçada, levada no colo por alguém desesperado que tentasse lhe devolver a vida, que a cobrisse de beijos, que a regasse de lágrimas. Estava ali deitada, a criança indefesa, como um bicho atropelado com o qual ninguém sabe o que fazer”.

Como grande parte do país, acompanho obsessivamente o caso da menininha de 5 anos brutalmente maltratada, espancada, jogada no chão, esganada, e finalmente atirada pela janela como um gato morto. Corrijo: nenhum de nós jogaria pela janela um gato morto. Talvez um rato: se encontrasse um rato morto em minha casa, num gesto insensato eu o pegaria pela ponta do rabo e o jogaria pela janela (a minha também fica num 6º andar). Seria, além disso, mal-educado: não se jogam coisas pela janela de apartamentos. Nem menininhas, mortas ou vivas.

Escrevo aqui com o maior cuidado: não devo afirmar que pai e madrasta trucidaram a menina e se livraram dela como se fosse um pedaço de lixo. Para isso temos a polícia, num trabalho de primeiríssimo mundo. Então: alguém a espancou, atirou-a ao chão, talvez lhe quebrando ossinhos da bacia, e a esganou por três minutos. O termo “esganar” é meio antigo: como será apertar por três minutos o pescoço de uma criança de 5 para 6 anos? É difícil entender o tempo de agonia e dor de três minutos. Quem faz fisioterapia eventualmente é instruído: contraia esse músculo por vinte segundos. Tentem contar os 180 segundos que compõem três minutos de pavor.

Essa história terá sua explicação em breve. Mas quem cometeu essa bestialidade terá seu merecido castigo neste país das impunidades e das leis atrasadas e frouxas? Recentemente, aqui perto, um menino de 15 anos confessou na maior frieza o assassinato de dezessete pessoas. Quinze deles já foram confirmados. “Matei, sim.” Talvez tenha acrescentado, num dar de ombros: “E daí?”. Por ser menor de idade, como tantos assassinos iguais a ele, foi para uma dessas instituições de ressocialização nas quais não acredito para esses casos pavorosos. Logo estará livre para reiniciar com alegria sua atividade de serial killer. E, se perguntarem a razão, talvez diga como um jovem criminoso que assaltou um amigo meu: “Nada. Hoje saí a fim de matar alguém”. Nossas leis vão finalmente, segundo entendi nas palavras do novo presidente do Supremo, ser realistas, graves, portanto justas? Eu quero mais: pena de morte para casos como os que citei, independentemente da idade. Pelo menos prisão perpétua, sem misericórdia. Quem cometeu o horrendo crime de São Paulo deve apodrecer numa prisão pelo resto de sua miserável vida.

A menininha atirada no minúsculo jardim de seu edifício, ainda viva, ficou ali por muito mais que três minutos. Imagino sua alminha atônita e assombrada, no escuro. Ainda presa ao corpo, ainda presente. Na loucura que o caso provoca, porque ela poderia ser nossa criança sobre todas as coisas amada, o que mais me atormenta é a sua solidão. Não a vi, em nenhum momento, abraçada, levada no colo por alguém desesperado que tentasse lhe devolver a vida que se esvaía, que a cobrisse de beijos, que a regasse de lágrimas, que a carregasse por aí gritando em agonia e pedindo ajuda. O que teria feito a pobre mãe se estivesse presente.

Estava ali deitada, a criança indefesa, como um bicho atropelado com o qual ninguém sabe o que fazer. Na nossa sociedade, em que as sombras mais escuras do nosso lado animal andam vivas e ativas, lá ficou, por um tempo interminável, caída, quebrada, arrebentada, e viva, a menina quase morta. Sozinha.

O texto foi publicado na edição de Veja do dia 30/04/08

Realmente sem categoria

admin | Sem Categoria | Sexta, 2 de Maio de 2008

O coordenador do curso de medicina da Universidade Federal da Bahia (Ufba), o professor Antonio Natalino Manta Dantas, responsabilizou os alunos do curso pela baixa nota atingida no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) de 2007. Para ele, as notas se devem à inferioridade intelectual dos alunos de medicina da Ufba. O resultado ruim é por causa do “baixo coeficiente de inteligência (QI) dos alunos”, disse. E daí soltou essa pérola:”O baiano toca berimbau porque só tem uma corda. Se tivesse mais, não conseguiria”.

Não se sabe o que é pior: o MEC ter de punir 17 (17!) cursos de medicina por serem uma porcaria, incluindo aí os de quatro universidades federais, ou ter de agüentar o coordenador do curso de uma delas falando uma barbaridade dessas. Com um coordenador assim, e com professores desse calibre, o que você poderia esperar dos cursos e dos alunos?! Aliás, pobres alunos! Pior: pobres pacientes!

Ao responsabilizar os alunos pelo baixo desempenho no Enade, Dantas isenta a instituição de alguma responsabilidade sob os resultados. Segundo ele, o corpo docente da Ufba tem cerca de 90% dos professores com mestrado ou doutorado, além de uma boa infra-estrutura.

O curso de medicina da Ufba ficou entre os piores 17 cursos do país e atingiu nota 2 no conceito Enade e no Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD). A escala de notas varia de 1 a 5. Segundo o Ministério da Educação, as 17 instituições terão que apresentar um relatório que justifique os problemas e proponha mudanças.

Os estudantes da faculdade planejam um ato público, às 8h da próxima segunda-feira, 5, em repúdio às declarações do professor e pedindo seu afastamento do cargo. “Não concordamos, em absoluto, com as declarações preconceituosas, que culpam os estudantes, ou pior, o baixo QI dos baianos pelo mau desempenho da faculdade“, declara o estudante do 5º semestre e membro do diretório acadêmico, Gabriel Schnitman, 20.

http://www.atarde.com.br/cidades/noticia

http://entrelacos.blogger.com.br/

Adaptação dos quadrinhos “Homem de Ferro” estreou nos cinemas no último dia 30/04

admin | Sem Categoria | Sexta, 2 de Maio de 2008

Cartaz do filme

Homem de Ferro é a mais nova adaptação dos quadrinhos para as telonas. Protagonista da aventura, Robert Downey Jr. consegue mostrar a razão de ter sido escolhido para dar vida ao super-herói imperfeito e não tão convencional.

Desta vez, o herói não é o nerd ou aquele aluno excluído do grupinho popular. O milionário Tony Stark é um inventor por volta da casa dos 40 arrogante, sarcástico, cafajeste, orgulhoso. Características bem diferentes dos heróis tradicionais.

Dono de uma fábrica armamentista, as Indústrias Stark, ele é o maior fornecedor de armas do governo dos Estados Unidos. Stark viaja ao Afeganistão para demonstrar sua nova arma de destruição em massa, o Jérico. Nos quadrinhos, criados em 1963, o personagem ia para Vietnã.

Lá, Tony Stark é atacado, seqüestrado e mantido refém por um grupo de rebeldes afegãos. Ele recebe a ordem de construir para os rebeldes a mesma arma que desmonstrou aos americanos. Ferido por estilhaços de granada que se alojam perto de seu coração, Stark tem a idéia de construir uma armadura de ferro para conseguir fugir de seu cativeiro.

Ao lado dos amigos, sua fiel assistente Pepper (Gwyneth Paltrow) e o militar Jim Rhodes (Terrence Howard), Tony Stark passa a proteger o mundo com sua nova personalidade, o Homem de Ferro. Jeff Bridges se junta ao elenco para dar vida a Obadiah Stane, um dos sócios das Indústrias Stark.

O criador do Homem de Ferro, Stan Lee, que faz questão de aparecer em todos os filmes adaptados de seus quadrinhos como Homem Aranha e Hulk também faz uma ponta no longa. Ele aparece rapidamente como se fosse Hugh Hefner, dono da revista Playboy, em uma festa que Tony Stark vai. O diretor do filme também dá o ar de sua graça como motorista do milionário.

Homem de Ferro cumpre seu papel e pode muito bem se tornar a mais nova franquia de filmes de super-heróis.

Janice Scalco
Redação Terra

Novos escritores, o reencontro com Amin e o niilismo

admin | Cotidiano | Sexta, 2 de Maio de 2008

O cronista Jaime Ambrósio é um dos escritores que entrevisto para o programa deste sábado (o Educação e Cidadania da TVBV das 18:55h) na reportagem sobre o lançamento do livro O Novo Conto Catarina. O Jaime é colega nosso de redação da TVBV, é tímido e divertido(?) e diz a lenda não gosta de falar e assim mesmo, me deu uma ótima entrevista. Ele escreve crônicas no DC, aliás, a impressão que tive quarta-feira no hall da reitoria da Ufsc, é que todo mundo escreve crônicas no DC…mas ele, o Jaime, se realiza escrevendo contos, ficcionando, criando histórias. Parecia um guri. Estava radiante.

Adorei conversar com o poeta Dennis Radünz. Ele é tudo de bom, é de Blumenau, conviveu com Lindolf Bell, escreve muito bem, é engajado como professor, articulado como cronista, uma pessoinha de ouro. Adorei entrevistrar os “novos contistas”. Ludmila Bolda e seu sorriso aberto e suas dúvidas a cerca da traição. Vanessa Clasen, introspectiva e a paradoxal definição sobre ricos e pobres calcada no queijo Cottage. Fernando Petry, mestrando em literatura e a complexidade de escrever um conto sobre a loucura ao se descobrir louco. Essa é a riqueza da juventude, a sua busca pela redescoberta, pelo inédito.

De repente esbarro com o ex-governador e atual professor de Administração da UFSC Esperidião Amin, e digo brincando:- não sabia que o senhor gostava tanto de contos. Ao que ele me retrucou em tom jocoso:- pelo que sei a senhora escreve contos obcenos. E eu lhe respondo:- não professor, escrevo contos seríssimos (infelizmente ainda não publicados, penso eu…) e alguns poemas obcenos (eróticos e que estão no livro Poemas Infames). Deveria ter dito: não senador. Escrevi poesias eróticas, quem escreveu contos obcenos foi a Hilda Hilst. Pensei até em lhe mandar um e-mail, para protestar contra esse estigma, essa jocosidade. Mas daí teria de ligar para o assessor do assessor cujo telefone nem imagino onde esteja ou quem sabe para sua esposa, minha ex-amiga de Grupo Raulino Horn de Indaial, ou quem sabe ligar para o próprio celular de todos eles que possuo na agenda dos políticos…e estas pequenas, inúmeras alternativas me pareceram desrespeitosas, abusivas, intolerantes. O que lhe diria:- professor, ter escrito algumas poesias eróticas numa fase da vida me outorga o título de obcena para o resto da eternidade? Que nada, esquece, a vida segue, repenso sabiamente. O que não tem solução, solucionado está, não tem?

Agora a noite fiquei, estou muito triste e estupefacta porque ouvi da boca de um jovem que ele não colocava fim a vida, em consideração as pessoas que o amavam. E citou Nietzsche e seguidores…Deus do céu, como isso doeu, como está doendo. Como pesa a sensação de impossibilidade. De não poder fazer mais. De ficar sem argumentos. Triste país onde se matam crianças impunemente; onde os adolescentes tem como ídolos traficantes justiceiros em favelas, ameçam professores e humilham pais em casa. Droga de país em que o mercado de trabalho privilegia o apadrinhamento, o cabresto, a subserviência, o nepotismo em detrimento a seriedade e a ética. Triste país que amamos tanto que ignora jovens de talento, cultos e competentes prontos para o mercado de trabalho, que justamento os ignora por estas qualidades. É, Nietzsche tinha razão: Deus está morto ou sem crédito na praça.

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