Tropa de Elite já tem sucessor?

admin | Cotidiano | Quarta, 26 de Março de 2008

Assista ao trailer de Juízo, que mostra o cotidiano dos menores infratores cariocas. Impactante como Tropa de Elite, este documentário tem tudo para provocar as mesmas reações do filme de José Padilha.

Informações: Documentário da mesma diretora de Justiça. Agora, a cineasta brasiliense focaliza a trajetória de jovens infratores e pobres, com menos de 18 anos, julgados por roubo, tráfico ou homicídio. Embora juízes, promotores, advogados e familiares sejam personagens reais, os menores, por proibição da lei, são representados por atores não profissionais (90min).

Fonte: http://insightpublicidade.wordpress.com/

Agenda :: Da Olivetti à Internet

admin | Agenda de eventos | Terça, 25 de Março de 2008

22 feras do jornalismo catarinense, entre eles Sérgio Lopes, Mário Medaglia, Orestes Araújo, Raúl Caldas, Salim Miguel, Acari Amorim, participam do livro organizado pelo professor e diretor do SIC (Sistema Integrado de Comunicação da Unisul), Laudelino José Sardá.

Na próxima quinta-feira, às 19h30min, na Livraria Saraiva, no Iguatemi, em Florianópolis.

Serviço:
O que: Lançamento de livro
Onde: Saraiva Megastore, no Shopping Iguatemi
Quando: 27/03 (quinta)
Contato: 48 3234.3474

BBB - Musas do besteirol, estrelas emergentes da pasmacéia nacional (desabafo)

admin | Cotidiano | Segunda, 24 de Março de 2008

A mais nova celebridade relâmpago, Rafinha

por Maria Odete Olsen

Quem é a tal Natália que foi eliminada no tal BBB e todos os outros antes dela? Não há como negar a beleza da garota, mas como é burra tadinha, usando de um preconceito chulo para falar desse circo representado pelo Big Brother Brasil. Mas como nada disso importa, a moça abafou na Fiat onde buscou o seu Siena personalizado… babem e continuem suando a camisa na faculdade, crianças…

E como é patético o Bial no esforço supremo de buscar qualidades, méritos, sensibilidades neles absolutamente comuns, ingenuamente trabalhados como convém ao reality show global e sem absolutamente nada a dizer ou acrescentar? “Então Bial, eu sou uma pessoa verdadeira e sou aqui dentro o que sou lá fora… sabe… não sou de fazer tipinho, eu sou a Gysele (essa é a outra que poderá ganhar o 1 milhão), eu sou simplesmente eu mesma. Tenho meus princípios, sabe”, melhor assim penso eu, tolinha, mas com princípios…

“Bom Bial, o Rafinha é um cara sonhador (ele falando dele mesmo)… sempre batalhei, lutei… suando… me vejo como uma pessoa que gosta de insistir”… quanta meiguice reflito, aqui direto do apartamento 506, do Hotel Itatiaia de Chapecó… repito, quanta meiguice naquela musculatura arduamente trabalhada e meticulosamente desenhada, para ser o próximo astro global, se não cometer tantos erros de português quanto o ex-Bambambam… lembram dele? Nem no programa do Didi ele deu certo. Era mais um que infantilizava a voz para ser mais “amado” ou sabe lá qual o personagem que encarnava…

“Ei Bial, estou tão feliz… ai meu Deus”… e Gysele saltita com lágrimas nos olhos, lembrada por Bial como a brother que mais usufruiu da clausura compartilhada, “cujos olhinhos” mais brilharam por tanta celebridade e tanto reconhecimento por ser assim tão… ecstasyante.

Nesta terça eles serão eliminados, ops, um será eliminado e o outro leva o milhão.

Já pensaram 70 milhões de brasileiros eliminando os dois espertinhos/tolinhos e destinando esse um milhão de reais a algum município carente do Nordeste. Vide Folha do dia 22/03, onde se lê que 20% a população mais pobre do país tem o pior acesso à água e ao esgoto que os habitantes do Vietnã, de acordo com relatório do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) de 2006.

Com menos de 300 mil reais o prefeito da cidade de Chapecó João Rodrigues, construiu uma mini cidade (Chapecó Criança - Cidadania em ação) destinada a passar noções de cidadania a mais de 30 mil crianças da rede de ensino do município. Infelizmente pobreza não rende audiência, a não ser na maquiada favela da Portelinha onde reina o chato do Fagundes/Juvenal Antena, mas daí o quiprocó é outro e o horário também.

Solitudes

admin | Prosa & Poesia | Segunda, 24 de Março de 2008

de Maria Odete Olsen

hoje fechei as cortinas tranquei as portas apaguei a luz
necessitava de sombras vidros embaçados
espaços em penumbra e folhas em branco
fosse a vida atemporal e não se identificasse o dia e a noite
que o corpo tivesse como referencial apenas suas marcas e imperfeições
e as lágrimas ah as lágrimas! eram necessárias e que rolassem

hoje acordei sem histórias e indiferente ao amor
felina rondava meus espaços demarcando áreas
rasgando sedas buscando razões nos jornais
nas capas dos livros algo que me atingisse
que fosse doce e amargo suave e cruel
mas que emocionasse ou me enjeitasse de vez
hoje mergulhei no mais profundo de mim mesma
em busca de razões que justificassem essa persistência de existir
em alguns momentos paro e fixo a opacidade do vaso
e nada vejo além de um vulto e isso me agrada o ser e não ser
ah como o cérebro é opressor impiedoso e inacessível
como é deprimente saber-se instrumento de diálogos internos
a voz de dentro que empurra ao mesmo tempo que retém

assim vivi o momento refém de mim e de outros
nas fotos nos quadros e nas violetas que voltam a florir no inverno!

Greve dos professores estaduais e obesidade infantil

admin | Vídeos | Sábado, 22 de Março de 2008

No Educação e Cidadania exibido em 15.03.2008 na TVBV, destaque para…

1º BLOCO: A greve de duas semanas dos professores estaduais catarinenses. No Educação e Cidadania do dia 15.03.08, o governador Luis Henrique comentou a solicitação de ilegalidade da greve. O pedido foi negado pelo juiz Hélio do Valle Pereira. Para o magistrado a greve dos professores ocorreu dentro dos direitos dos trabalhadores previstos em lei. A senadora Ideli Salvatti do PT comentou o assunto, lamentou a necessidade de greve num estado com um dos maiores Pib do país e paga aquele que é considerado o quarto pior salário do magistério público brasileiro. Ideli ainda fez apelo ao governador para que negociasse com o Sinte.

Reportagem de Joinville mostra a satisfação dos moradores da Vila da Glória em São Francisco do Sul, norte catarinense, com o investimento de mais de um milhão de reais do governo de Santa Catarina, na construção de escola modelo.

2º BLOCO: Obesidade infantil já atinge aproximadamente 10% das crianças brasileiras. Em Santa Catarina a situação não é diferente. A repórter Emília Chagas pesquisou sobre o tema e traz reportagem que conta a história da menina Maria Eduarda, hipertensa aos 6 anos de idade. Para a nutricionista Andréia Siga, da Mega e Racer, que deu entrevista ao Educação, o problema está intimamente ligado às histórias familiares de cada criança.

3º BLOCO: Senadora Ideli Salvatti do PT fala sobre a votação do orçamento e os benefícios para a educação. Fala também da pilantropia brasileira.

Duração: 20 min 43 seg.

* Obs.: para uma melhor experiência, recomenda-se uma conexão de 600 kbps ou superior.

Fragmentos do Poema Sujo

admin | Prosa & Poesia | Sexta, 21 de Março de 2008

de Ferreira Gullar
à Floripa em seus 282 anos de fundação

Ah, minha cidade verde
constantemente batida de muitos ventos
rumorejando teus dias por cima dos mirantes
minha cidade sonora
desabam as águas servidas
me arrastam por teus esgotos
de paletó e gravata…
Desce profundo o relâmpago
de tuas águas em meu corpo,
desce tão fundo e tão amplo
e eu me pareço tão pouco
pra tantas mortes e vidas…
Para onde foram essas águas
de tantos banhos de tarde?
Rolamos com aquelas tardes
no ralo do esgoto…

O resgate de uma dívida social com o Maciço do Morro da Cruz

admin | Cotidiano | Sexta, 21 de Março de 2008

Com um débito social de 500 anos a ser resgatado, o que atualmente é prometido para os 30 mil moradores do Maciço do Morro da Cruz em Florianópolis, não é favor algum. O problema dos nossos atuais políticos é que prometem encaminhamento de soluções de problemas e depois se sentem “o pai da criança”. Como se as comunidades carentes lhes devessem eterno agradecimento (e votos, é claro).

Para o padre Vilson Groh eterno batalhador das causas do morro e das periferias da Ilha da Magia, o positivo na visita de Lula, no último dia 20/03, foi a assinatura da ordem de serviço das obras de urbanização e regularização fundiária dos terrenos do morro, etc. etc. etc.
O aspecto negativo, óbvio, é o de sempre. A espectativa de que o discurso será cumprido, de que realmente sairá do papel e que os recursos virão.

Em seus 26 anos de vida e cansativas andanças no Maciço, Groh já ouviu muitas promessas e se desconfia do milagre é porque o santo anda prometendo bastante por esse Brasil a fora.

Lixo tecnológico: como solucionar?

admin | Opinião | Quinta, 20 de Março de 2008

Lixão eletrônico na China

Antônio Póvoas Dias – Presidente do Comitê para Comitê para Democratização da Informática de Santa Catarina (CDI-SC)

Em 2007 os brasileiros compraram 20 milhões de computadores, 11 milhões de televisores e 21,1 milhões de novos telefones celulares. Números que comprovam o crescimento do consumo de artigos de tecnologia, mas que trazem à tona uma grande preocupação - o destino do lixo tecnológico. A equação é simples: quanto maior o consumo, maior a produção de lixo.

O que fazer com esse lixo é a pergunta de muitos e é também o tema da Semana da Inclusão Digital de 2008, promovida de 25 a 28 de março pelo Comitê para Democratização da Informática (CDI), em Santa Catarina. Recentemente Santa Catarina ganhou uma legislação sobre o assunto. Desde o dia 25 de janeiro, fabricantes, importadoras e empresas que comercializam eletrônicos são os responsáveis por dar um destino final ecologicamente adequado aos equipamentos e seus componentes.

A sanção da lei não poderia vir em melhor hora. O lixo tecnológico possui resíduos tóxicos e perigosos apresenta um tempo de decomposição bastante longo. Um monitor, por exemplo, leva cerca de 300 anos para desaparecer na natureza.

O que poucos sabem é que o lixo tecnológico também pode ser reaproveitado, gerando oportunidades de emprego e renda. Essa é a idéia da Metareciclagem, que propõe a transformação social por meio da reapropriação da tecnologia – desde o reaproveitamento de computadores para laboratórios de inclusão digital, até a transformação de resíduos eletrônicos em peças de artesanato.

Durante o ano de 2008, o CDI irá difundir o reaproveitamento consciente do lixo tecnológico. No nosso Estado, por exemplo, o CDI-SC já capacitou seus educadores para disseminar a Metareciclagem em suas escolas. Assim, esperamos divulgar a idéia e conscientizar a população, encontrando cada vez mais alternativas de reaproveitamento deste tipo de material. Vemos, assim que além de proteger a natureza, o reaproveitamento dos eletrônicos que jogamos fora pode gerar inclusão digital e social.

Site: www.cdisc.org.br

Agenda :: Curso de Jornalismo da Estácio promove debate sobre a ditadura

admin | Agenda de eventos | Quarta, 19 de Março de 2008

Os 40 anos da ditadura militar no Brasil (emblemático 1968) e a censura nos meios de comunicação durante o período, serão lembrados na Universidade Estácio de Sá em Florianópolis, com um debate no dia 28/03 pelo curso de Jornalismo. Entre os participantes estão a jornalista e ex-aluna da Estácio, Cimara Cunha (que debateu o tema em seu TCC), o jornalista Sérgio Lopes (editor de política nas décadas de 60 e 70 no jornal O Estado) e o professor e jornalista Billy Culleton, que será o mediador do debate.

Serviço:
O que: Debate sobre a Ditadura
Onde: Universidade Estácio de Sá, Florianópolis/SC
Quando: 28/03 (sexta)
Contato: 48 3381.8000

Uma Arte

admin | Prosa & Poesia | Quarta, 19 de Março de 2008

Elizabetb Bishop
(in O Iceberg Imaginário e outros poemas
tradução Paulo Henrique Britto)

A arte de perder não é nenhum mistério;
tantas coisas contêm em si o acidente
de perdê-las, que perder não é nada sério.

Perca um pouquinho a cada dia. Aceite, austero,
a chave perdida, a hora gasta bestamente.
A arte de perder não é nenhum mistério.

Depois perca mais rápido, com mais critério:
lugares, nomes, a escala subseqüente
da viagem não feita. Nada disso é sério.

Perdi o relógio de mamãe. Ah! e nem quero
lembrar a perda de três casas excelentes.
A arte de perder não é não é nenhum mistério.

Perdi duas cidades lindas. E um império
que era meu, dois rios, e mais um continente.
Tenho saudade deles. Mas não é nada sério.

- Mesmo perder você (a voz, o ar etéreo
que eu amo) não muda nada. Pois é evidente
que a arte de perder não chega a ser mistéio
por muito que pareça (Escreve!) muito sério.

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