BBB - Musas do besteirol, estrelas emergentes da pasmacéia nacional (desabafo)

por Maria Odete Olsen
Quem é a tal Natália que foi eliminada no tal BBB e todos os outros antes dela? Não há como negar a beleza da garota, mas como é burra tadinha, usando de um preconceito chulo para falar desse circo representado pelo Big Brother Brasil. Mas como nada disso importa, a moça abafou na Fiat onde buscou o seu Siena personalizado… babem e continuem suando a camisa na faculdade, crianças…
E como é patético o Bial no esforço supremo de buscar qualidades, méritos, sensibilidades neles absolutamente comuns, ingenuamente trabalhados como convém ao reality show global e sem absolutamente nada a dizer ou acrescentar? “Então Bial, eu sou uma pessoa verdadeira e sou aqui dentro o que sou lá fora… sabe… não sou de fazer tipinho, eu sou a Gysele (essa é a outra que poderá ganhar o 1 milhão), eu sou simplesmente eu mesma. Tenho meus princípios, sabe”, melhor assim penso eu, tolinha, mas com princípios…
“Bom Bial, o Rafinha é um cara sonhador (ele falando dele mesmo)… sempre batalhei, lutei… suando… me vejo como uma pessoa que gosta de insistir”… quanta meiguice reflito, aqui direto do apartamento 506, do Hotel Itatiaia de Chapecó… repito, quanta meiguice naquela musculatura arduamente trabalhada e meticulosamente desenhada, para ser o próximo astro global, se não cometer tantos erros de português quanto o ex-Bambambam… lembram dele? Nem no programa do Didi ele deu certo. Era mais um que infantilizava a voz para ser mais “amado” ou sabe lá qual o personagem que encarnava…
“Ei Bial, estou tão feliz… ai meu Deus”… e Gysele saltita com lágrimas nos olhos, lembrada por Bial como a brother que mais usufruiu da clausura compartilhada, “cujos olhinhos” mais brilharam por tanta celebridade e tanto reconhecimento por ser assim tão… ecstasyante.
Nesta terça eles serão eliminados, ops, um será eliminado e o outro leva o milhão.
Já pensaram 70 milhões de brasileiros eliminando os dois espertinhos/tolinhos e destinando esse um milhão de reais a algum município carente do Nordeste. Vide Folha do dia 22/03, onde se lê que 20% a população mais pobre do país tem o pior acesso à água e ao esgoto que os habitantes do Vietnã, de acordo com relatório do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) de 2006.
Com menos de 300 mil reais o prefeito da cidade de Chapecó João Rodrigues, construiu uma mini cidade (Chapecó Criança - Cidadania em ação) destinada a passar noções de cidadania a mais de 30 mil crianças da rede de ensino do município. Infelizmente pobreza não rende audiência, a não ser na maquiada favela da Portelinha onde reina o chato do Fagundes/Juvenal Antena, mas daí o quiprocó é outro e o horário também.