A beleza do tango no Baila Floripa 2008

admin | Vídeos | Quarta, 30 de Abril de 2008

Motivos absurdos também levam a morte crianças em Santa Catarina. Acidentes domésticos estão entre as principais causas das ocorrências. O soldado Jéssica Maia do Corpo de Bombeiros da capital catarinense acompanha a repórter Emília Chagas numa visita a residência de Ivete Schappo e aponta como instrumentos do dia a dia podem se transformar em armas mortais.

No Educação e Cidadania do dia 26.04.08, destaque também para a entrevista com o especialista em aconselhamento familiar Jaime Kemp. Americano radicado no Brasil, 40 livros publicados, realizou seminário na Igreja Batista Palavra Viva de Florianópolis. Apesar dos 40 anos de experiência, Kemp (filho do quarto casamento de sua mãe) defende o ponto de vista evangélico e não acredita que duas pessoas divorciadas possam constituir uma nova família.

O programa também destaca o Baila Floripa 2008 que está iniciando nesta quinta-feira no CIC em Florianópolis e onde será realizado o II Concurso de Dança de Salão de Duplas. O evento vai reunir 24 grupos de dança de todo o Brasil, que até o domingo 04/05, irão apresentar 43 coreografias. No Educação e Cidadania os professores de dança Aline e Kirinus, que farão a abertura do evento com o espetáculo “Sensações”, apresentaram com muita graça um tango moderno.

Duração: 21 min 02 seg.

* Obs.: para uma melhor experiência, recomenda-se uma conexão de 600 kbps ou superior.

O Novo Conto Catarina

admin | Agenda de eventos | Terça, 29 de Abril de 2008

Capa do livro

Adriano Marcelo de Souza, Aleph Ozuas, Ana Paula Fehrlen, Camille Bropp, Carlos Enrique Schroeder, Charles Silva, Dauro Veras, Denise Ravizzoni, Dennis Radünz, Egídio Mariano do Nascimento, Fernando Floriani Petry, Francisco Orlandi Neto, Inês Mafra, Isadora Pamplona Genecco Moreira, Ivan J. Panchiniak, Jaime Ambrósio, Ludmila Gadotti Bolda, Maicon Tenfen, Marco Vasques, Moacir Loth, Raquel Wandelli, Renato Tapado, Rodrigo Schwarz, Rubens Lunge, Sigval Jidson Schaitel, Suzana Mafra, Vanessa Clasen, Vera Maria Flesch e Werner Neuert, são os novos contistas selecionados pela professora Regina Carvalho que organizou a antologia.

Na verdade, entre os autores, uns são novíssimos e outros, escritores de longa caminhada, com várias obras publicadas. O que vale é a iniciativa, o estímulo e a revelação destes talentos literários, que conhecidos ou não, continuam desconhecidos do grande público e carentes de um apoio mais oficial digamos assim, que simplesmente ignora esta área .

Refletindo sobre a maldade

admin | Cotidiano | Domingo, 27 de Abril de 2008
Boneca utilizada na reconstituição do crime
Foto: Marcelo Pereira/Terra

por Maria Odete Olsen

Uma manhã inteira de domingo para a reconstituição do assassinato da menina Isabella de 5 anos há quase um mês no edifício London, em São Paulo. Fiquei ligada na Record News, que falou, mostrou, repetiu e comentou tudo numa aprimorada cobertura jornalística de impressionar pelo fôlego de toda a equipe.

Mas é impossível acompanhar o caso Isabella apenas por este prisma. É impossível não sentir alguma emoção e indignação, no momento em que os policiais penduram o corpo de uma boneca, simulando como o pretenso assassino e indiciado pai da vítima Alexandre Nardoni, teria jogado o corpo da filha do sexto andar naquele fatídico 29 de março de 2008. Impossível não pensar na maldade humana. Impossível não falar dessa maldade quando diariamente se é bombardeado pela mídia em todos os níveis sobre as múltiplas possibilidades que levariam um pai a praticar um barbarismo desses em pleno século XXI.

Retomo pesquisa que realizei há uns 5 anos sobre a Construção Simbólca da Violência na Televisão sob a orientação do antropólogo Theophilos Rifiotis e onde me reporto entre outros autores, ao pesquisador inglês Jack Katz autor de What makes crimes news? O que faz do crime uma notícia?, escreveu Katz em 1987. Segundo este autor, para entender o que faz do crime uma “notícia”, deve-se explicar a aflição voluntária de experiências emocionalmente perturbadoras no indivíduo, num nível maciço, dia após dia, na sociedade moderna. A leitura de notícias criminais serviria a um propósito similar de um banho matinal, exercício físico rotineiro, o barbeamento, enfim: o ritual, valor da experiência não racional que é, em certo grau, chocante, desconfortável e autodestrutivo, e que é voluntariamente tomado por adultos em reconhecimento de sua obrigação pessoal para manter-se em uma ordem social mundial.

Ou seja, vivi na prática hoje a teoria de Katz de que os crimes satisfazem necessidades emocionais e com esta sensação provocamos uma espécie de catarse ao nos sentirmos melhores ou mais limpos que os Nardonis, por exemplo. Um outro exemplo dessa catarse seria a manisfestação do público presente num dos momentos da reconstituição do crime, quando pediram aos policiais que não lançassem o corpo da boneca do sexto andar a exemplo do que havia ocorrido a Isabella. Um carinho e uma consideração que esta não têve.

Mas apenas me reportei a todas estas reflexões porque o que realmente me trouxe a estas linhas, foi o pensar a dimensão da maldade humana. Foi um texto do psicólogo argentino Oscar Manuel Miguelez em que ele analisa a questão do mal a partir do livro “Eichmann em Jerusalém”, de Hannah Arendt, que traduziu em parte essa busca que talvez esteja apenas iniciando. É verdade que o texto de Miguelez fala do ponto de vista de Arendt sobre o holocausto e o silêncio desta autora em relação a Freud, já que ele parte da premissa de que o mal é uma questão freudiana.

O mal do qual falo, é o mal maléfico oriundo do mais profundo âmago do ser humano e originário de questões banais como o ciúme, a raiva, o sentir-se preterido(a) e outras sujeiras e sentimentos baixos e mesquinhos, que predispõe no ser humano a uma carência absoluta de ética e moral e como conseqüência capaz de provocar uma tsunami de rancores tão grande que levariam ao estrangulamento uma criança de 5 anos. “Aqui o narcisismo mostra seu rosto macabro. A crueldade se instala de um modo que só o ser humano é capaz de montar.”

A maldade é uma exclusividade do ser humano. E brasileira também. A cada dez horas uma criança é assassinada no Brasil.

Congratulações

admin | Crônicas de Olsen Jr. | Sexta, 25 de Abril de 2008

por Olsen Jr.

Falando francamente, não acredito que chegue aos 60 anos. Por várias razões que não vêm ao caso. Mas eu não conto, neste caso. O fato é que, em meados de 1975, ela era a mãe da mulher que eu amava. Cabeludo, barbudo, jeans ensebado (como diria o Woody Allen), algumas idéias na cabeça e, claro, todo o tesão de mudar o mundo. Quando cheguei, me olharam como todos olham aqueles que chegam. Havia certa desconfiança, afinal, como se dizia na época “cabelos compridos, idéias curtas”.

O tempo passou. Com o tempo, o conhecimento. Aprendemos a ver o lado positivo, o que faz a diferença, em outras palavras. Já distinguimos qualquer sujeito de um sujeito qualquer.

Não fui diferente. Fiz o que fiz na época em que deveria ter feito. Então, fui integrado na família. O irmão mais novo “dela” (da filha) dizia que, finalmente, havia um “cara” legal… Deduzo que os “outros” não eram legais… O que quer dizer isso? Nada. Apenas uma questão de marketing pessoal, supondo que insistam.

Mas aí, vi naquele ser, na mãe da mulher que eu amava, uma lutadora com um jeito peculiar de encarar a vida e todos que a integravam. Havia, claro, nos finais de semana, aquele pudim de leite condensado que ali se chamava - na intimidade - de pudim de leite moça; também aquela cuca de farofa com banana sempre secundada de um café forte em que o sono era afugentado com muita categoria. Depois, se disposição houvesse, poderíamos jogar uma canastra em família em que certas forças eram medidas não sem antes muito riso e determinação. Bons momentos aqueles, belos fins de semana que não voltam mais.

Agora, depois de muito tempo, de muita água já passada por debaixo da ponte, recebo, ou lembro, que esta semana fizestes 75 anos. Passo a recordar tudo isso, naquela década de 1970 em que vivíamos a ditadura militar ainda, e o teu carinho era tudo o que um garoto gostaria de ter e, ao teu jeito, do teu modo, inspiravas este aconchego, com uma ternura nunca explícita abertamente, mas exposta em cada gesto, em ações que conspiravam para uma unidade familiar que há muito não sentia, mas estava presente como uma extensão de minha própria casa, onde me sentia bem, onde me sentia gente, onde a família justificava todas as ações, onde - principalmente, me sentia humano.

Você faz aniversário hoje, tia Elvira. São 75 anos de vida. Poxa, 75 anos não é para qualquer um. Penso na minha própria mãe que morreu com 55… e de meu pai, com 72. E a vida toda correndo por fora, inculta, célere, implacável. E nós confundindo-se com ela. Deus meu, onde tudo isso vai parar? Sim, sei que tudo se resume em lembranças vagas, afinal, é o que resta para nós, os poetas, recordar fatos e feitos, com estas migalhas que levamos tudo adiante, precisamos nos atochar de heroísmo. Afinal, temos de acreditar que vale a pena, senão como suportar o peso de nosso passado, a saudades de nossos ausentes, a dor pelo que não entendemos, os desígnios que parecem ser traçados antes de nascermos e sobre os quais não temos nenhuma ingerência…. Assim é a vida, assim é a vida.

Hoje, portanto, neste aniversário que transcorre, de onde estou, queira receber o meu carinho, como um filho ausente, incapaz de abraçá-la, mas solidário com esta possibilidade. Afinal, como se dizia antigamente, é a intenção que conta, mais que do fato, a vontade de exercer esta prerrogativa, ausente, mas solidário, unidos neste amplexo mundano, à distância, como o filho pródigo, repito, que já foi perdoado mas não hesita em manifestar o seu desencanto com tudo ao redor, ainda que este desencanto seja materializado num abraço não dado, mas ainda assim como a mãe que não tenho mais, possível. Vai então, meu parabéns e a gratidão por fazer parte ainda desta família.

Parcerias ajudam a promover a educação municipal em Tubarão

admin | Vídeos | Quinta, 24 de Abril de 2008

Tanto a constituição brasileira quanto a LDB, garantem que o compromisso da educação é o de promover o pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para a cidadania e sua qualificação para o trabalho.

No Educação e Cidadania Especial de Tubarão, programa apresentado dia 19.04.08 na TVBV (Band/SC), fomos conferir como projetos ambientais, de arte, música, ensino e informática, dirigidos para 6 mil alunos da rede municipal de ensino de Tubarão, estão envolvidos com estes propósitos.

Duração: 23 min 11 seg.

* Obs.: para uma melhor experiência, recomenda-se uma conexão de 600 kbps ou superior.

Agenda :: 12 Passos para seu filho se tornar um delinqüente

admin | Agenda de eventos | Quarta, 23 de Abril de 2008

Como criar um criminoso? A chefia de polícia de Houston, Texas (EUA), publicou algumas atitudes que os pais utilizam ao educar os filhos que ao invés de educá-los, deseducam. Entre elas, dar tudo que a criança pedir, fazer tudo para ele em casa, assim quando crescer vai sempre jogar as responsabilidades pessoais sobre os outros…e outras atitudes que papais e mamães inocentemente(ou comodamente) vão tomando e poderão culminar num ser absurdamente egoísta e malvado. O Dr Jaime Kemp, aproveitou esta idéia e acrescentou embaixo de cada atitude errada a atitude correta, que ele chama de Receita de Deus. Confira:

http://amadurecermulher.blogspot.com/2008_01_01_archive.html

Dr. Jaime Kemp, escritor, autor de 40 livros, conferencista e conselheiro cristão dará entrevista ao Educação e Cidadania neste sábado às 18:55h na TVBV/ Band/SC.

Durante todo o fim de semana (25,26 e 27/04) também coordenará seminário em Florianópolis na Igreja Batista Palavra Viva.(www.clicpalavraviva.com.br)

A sala das patricinhas de Direito e o wireless

admin | Cotidiano | Terça, 22 de Abril de 2008

Alicia Silverstone

por Maria Odete Olsen

11:24h da manhã de hoje, ligo a CBN-Rádio indo de Santo Antônio de Lisboa para o centro de Floripa. Nesse momento 2 jornalistas/radialistas que admiro e respeito muito, estão comentando manchestes e ocorrências, relatando fatos e emitindo opiniões. Um deles fala para o outro: - “o que vou te dizer agora é um relato que me passaram, não é uma opinião. Me disseram que em uma faculdade de Direito particular de Florianópolis, existe uma sala de estudantes que estão iniciando e que é conhecida como a sala das patricinhas. Ou seja, são garotas que vão a aula, super arrumadas, maquiadas, piastradas, unhas feitas. Detalhes, toda essa produção para ir a aula tem um único objetivo: paquerar. Fiquei estarrecido.”

Mais na frente acrescentou, “você sabia que o antigo caderno está quase superado em algumas faculdades (particulares) e colégios, porque os alunos estão levando para a sala de aula notebooks e ficam o tempo todo no MSN.”

Bem, fiquei refletindo cá com os meus botões… hoje é terça-feira, depois de um feriadão, o caso Isabella já começa a se esgotar em termos de mídia, realmente, comentar sobre as patricinhas da faculdade de Direito até procede e levando em conta que um dos comentaristas “segue a linha ultraconservadora nos comentários em rádio e TV”, é um assunto e na falta deste, até pode render um comentário razoável.

A questão é o preconceito e os julgamentos que um simples blábláblá desses de rádio sugere. Por que mulheres arrumadas e aqui entende-se unhas pintadas, cabelos produzidos por “escova” ou “piastra”, são consideradas patricinhas, termo pejorativo, cuja origem “pesquisamos” no google…

Uma das hipóteses está ligada ao high society carioca. O termo Patricinha teria surgido em homenagem a Patrícia Leal – uma jovem de família nobre do Rio de Janeiro dona de um estilo carinhosamente apelidado pela alta roda e hoje adotado por muitas meninas por todo o Brasil.”

Outra vertente jura que o termo surgiu “a partir de emotional hardcore, vertente do rock que despontou nos anos 80, em Washington D. C.. Atualmente, as bandas internacionais mais queridas pelos emos são Simple Plan, My Chemical Romance e Good Charlotte. No Brasil, Hateen, NxZero, Fresno e CPM 22 estão entre as prediletas.”

De qualquer forma, parece que as meninas de rosa, perfumadíssimas, cabelos empiastrados e loucas por consumo foram consagradas na comédia de Amy Heckerling, estrelada por Alicia Silverstone, As Patricinhas de Beverly Hills, lembram…enfim, onde quero chegar?

Se uma faculdade permite que suas alunas freqüentem aulas produzidas, que mal há nisso? Se uma faculdade permite que suas alunas freqüentem aulas produzidas com o objetivo de paquerar, ou “caçar”, que mal há nisso? Até porque quanto tempo duram numa faculdade de Direito com critérios, alunas com perfil ligado a futilidades? Mas, e se este for o perfil de uma mulher, como é de muitas mulheres que possuem autoestima e se cuidam e cultivam esse lado feminino sem serem fúteis, que mal há nisso?

Se alunos levam noteboocks para as salas de aulas e estão decretando o fim do superado caderno, que mal há nisso? Já presenciei alunos em aulas com computador, janelinha do msn e do orkut abertas, mas o professor em cima, fiscalizando o tempo todo o uso do computador e da pesquisa que estava orientando. Professores modernos, atuantes e conhecedores do equipamento. São raros, mas existem.

O mal está, convenhamos, no preconceito, na hipocrisia e nos estigmas que vamos criando, implantando e difundindo na mídia seja rádio, televisão entre outras. O mal está no jargão “mulheres produzidas”, “mulheres desleixadas”, “patricinhas”. O inverso dessas caricaturas, meninas ou mulheres carentes de qualquer produção, implicaria no fato delas estudarem mais? Muitas vezes meninas tristes, sem condições, com problemas de autoestima pela opção que precisam fazer, ou custeiam os estudos ou o visual…

Quanta bobagem. Quantas indagações. Quanta hipocrisia, repito. E nesse diálogo mudo entre os locutores da CBN, eu e meus botões e nossas divagações, me ocorreu lembrar a primeira coisa que perguntei inocentemente aos coordenadores de uma pós-graduação em Direitos Humanos que inicío em maio: vocês tem wireless nas salas de aula?

Pena de morte para os assassinos de Isabella?

admin | Opinião | Terça, 22 de Abril de 2008
Eliakim Araújo
O apresentador Eliakim Araújo

Com a emoção à flor da pele, a população brasileira acompanha o drama de um punhado de pessoas envolvidas direta ou indiretamente com a morte da pequena Isabella. O clamor público exige justiça a qualquer preço. E nessa hora o que mais se ouve são afirmações do tipo “no Brasil só mesmo a pena de morte” ou “tem que ter pena de morte como nos Estados Unidos”.

Enganam-se, entretanto, aqueles que acreditam que a pena de morte é a panacéia para todos os nossos males. Nos países onde ela vigora não se tem notícia de que os índices de criminalidade tenham diminuido, sobretudo nos Estados Unidos, para muitos o parâmetro de como se combate o crime e se pune um criminoso com eficiência.

A experiência americana com a pena de morte tem mostrado seu insucesso na diminuição de ataques e crimes violentos. Nos Estados Unidos, a ocorrência de massacres e crimes com requintes de perversidade são frequentes. Hoje, aliás, 16 de abril, comemora-se um triste aniversário, o do massacre no campus da universidade Virginia Tech, quando um aluno sozinho, armado até os dentes, matou 32 colegas e professores, suicidando-se em seguida. É o caso de se perguntar: de que adianta a pena de morte quando armas são vendidas a qualquer um, até mesmo a alguém que já tinha tido problemas de “adaptação social”, como é o caso do coreano que fez esse estrago na universidade?

Mas comércio e porte de armas é outra história. O tema da coluna é a pena de morte, que foi reimplantada nos EUA em 1976. De lá pra cá, com base no que os especialistas do direito chamam de “evolução dos padrões morais da sociedade”, a justiça de cada estado que a adotou (são 39) vem procurando caminhos para limitar sua aplicação. Os crimes de sequestro e estupro de mulher adulta, por exemplo, desde que a vítima não seja morta, estão excluídos da pena capital. Defensores da exclusão desses tipos de crimes argumentam que, com a pena de morte, os criminosos matariam suas vítimas.

Outro dado é que o número de condenações à morte no ano passado foi o menor em todos esses anos em que a pena máxima voltou a vigorar. A própria execução dos 3.300 ocupantes do corredor da morte está em xeque. As execuções em todo o pais estão suspensas até que se julgue se o atual método de injeção letal é constitucional. Que fique claro que essa, digamos, moratoria da pena de morte não significa um afrouxamento no rigor das punições nos EUA. O sistema jurisdicional é duro e pune com rigor pobres ou ricos, brancos ou negros.

E é isso que se deve exigir do sistema jurídico-penal brasileiro, rigor nas investigações e na punição dos criminosos. A população, cansada de presenciar crimes com requintes de cueldade – e o leitor deve se lembrar sem esforço de pelo menos uns cinco recentes – não confia na polícia, na justiça e no sistema carcerário, por isso ela quer justiça imediata e a qualquer preço, mesmo que seja na base do “olho por olho, dente por dente”.

São dezenas os argumentos contrários à pena de morte, muitos dos quais você já deve ter ouvido. Mas eu gostaria de deixar com você, leitor, o pensamento do jurista Helio Bicudo sobre o tema:

No Brasil, país habitado por milhões de pessoas marginalizadas por uma ordem social reconhecidamente injusta, a legalização da pena de morte apenas delegaria ao Estado mais poder para a opressão do povo. No caso brasileiro, a pena de morte irá agravar a problemática da morte em vez de, como se pretende, defender a vida.

Eliakin Araújo - jornalista

Agenda :: ANDI lança o livro Políticas Públicas Sociais e os Desafios para o Jornalismo

admin | Agenda de eventos | Segunda, 21 de Abril de 2008

Serviço:
Onde: Livraria Cultura, Schopping CasaPark
SGCv Sul, Lote 22, Loja 4 A, Brasília, DF
Quando: 24/04 (quinta)
Contato: 61 3410.4033

Agenda :: IBModa oferece MBA em Negócios da Moda em SC

admin | Agenda de eventos | Segunda, 21 de Abril de 2008

O Instituto Brasileiro de Moda (IBModa) oferece aos profissionais da moda catarinenses uma pós-graduação voltada para quem quer fazer da moda um negócio mais rentável e com valor agregado. As inscrições para o processo seletivo do MBA em Negócios da Moda permanecem abertas durante o mês de abril. As aulas previstas para maio, serão quinzenais.

Serviço:
O que: MBA em Negócios da Moda em SC
Onde: Blumenau SC
Quando: 05/2008
Contato: 47 3222.2376

Próxima Página »