Descobertas tardias

admin | Crônicas de Olsen Jr. | Terça, 29 de Julho de 2008

por Olsen Jr.

Ave morta com o estômago cheio de pedaços de plástico

É domingo. Há uma luminosidade que difere dos outros dias. O inverno deu o ar de sua graça nesse ano. Guerrilheiro de mim mesmo, assim é que me sinto: com todas as causas, ou nenhuma ou só a minha. A sobrevivência já é uma boa questão. Parece que está todo o mundo nessa, mas ninguém diz nada. Percebo pela aflição ao redor.

Pego o prato, os talheres, um guardanapo, vou ao bufet e me sirvo: dois morangos, meia fatia de abacaxi, três pedaços de abacate, quatro folhas de rúcula, dois cubos de polenta frita, um bolinho de arroz e dois nacos de tender assado… Não devia, mas pedi um chá verde “Feel-good” com laranja e gengibre.

Sento no meio da turba para me confundir com ela. Mesa para quatro lugares e estou sozinho. Faço daquele momento um ritual, que mais não seja, é o único contato que tenho com o mundo externo. Há tempos, sem dar por mim, fui transformando-me numa espécie de ermitão moderno. De repente descobri que tudo o que preciso está na minha casa, livros, discos, umas caixas cheias de papel, recortes de jornal, fragmentos de um passado que levo sempre junto comigo para ter a certeza de que já existi em outros tempos e que a vida nem sempre foi assim. Ah! Se foi melhor? Não quero pensar nisso. O importante é o “agora” é este “estar aqui” e a consciência de tudo isso.

Então ta, ficamos assim, penso enquanto vou mastigando ritualisticamente aquela ninharia que como todos os dias, o sujeito passa a vida inteira emprestando a sua força de trabalho para os outros, tentando convencer patifes incompetentes de que um pouco de idealismo ainda vale muito, não tem arreglo (alô revisão, é arreglo e não “arrego”) também, no meu caso, não faço, nunca fiz e nunca farei concessões, não peço favores e não os devo, sou uma espécie de talento desperdiçado, mais ou menos o que disse Ernest Hemingway a respeito de Scott Fitzgerald “Seu talento era tão espontâneo como o desenho que o pó faz nas asas de uma borboleta. Houve uma época em que ele tinha tanta consciência disso quanto a borboleta, não ligando para o fato de que seu talento podia apagar-se ou desaparecer de todo. Mais tarde começou a preocupar-se com as asas feridas e sua estrutura; aprendeu a refletir, mas já não conseguia voar porque o amor ao vôo o abandonara. Restava-lhe apenas a lembrança dos dias em que voar fora um ato natural”.

De tanto recitar para mim aquele texto acabei decorando-o. Não é que esteja ressentido comigo mesmo, ou talvez seja isso e me recuse em acreditar? A verdade é que estamos sozinhos. Tenho a sensação de não fazer parte de nada. E não me falem em esperança. Basta uma olhada ao redor para entender. Falando nisso, se o cretino ali na frente gritando ao celular tivesse consciência, desligava o aparelho, alto daquele jeito e falava diretamente, economizava bateria. Tenho de rir. Se pudesse receber de volta os valores gastos, pediria demissão da humanidade (sei, alguém já deve ter dito isso antes).

Gostaria de ficar mais um pouco bebendo o meu chá, mas os olhares concupiscentes para o lugar que estou ocupando me dissuadem. Saio devagar. Detenho-me diante de uma vitrine, mas evito olhar para a imagem refletida no vidro, penso em Dylan Thomas “alguém está me matando de tédio. Acho que sou eu”. Não escondo o cinismo.

Na rua, meu olhar paira na faixa de pedestres, observo um cachorro atravessando-a com desenvoltura, o animal fez o que a maioria dos mortais não faz, pensando bem, reflito depois que o vi chegar são e salvo do outro lado, pode haver esperança, mas teríamos que começar novamente, de baixo, como aquele cão que, pavlovianamente, pelo menos já aprendeu a atravessar uma rua com segurança!

* Olsen Jr. escreve às sextas-feiras no jornal AN, caderno Anexo, p. B3.

Um oceano de plástico

admin | Cotidiano | Terça, 29 de Julho de 2008

Ave morta com o estômago cheio de pedaços de plástico

Durabilidade, estabilidade e resistência a desintegração.

As propriedades que fazem do plástico um dos produtos com maiores aplicações e utilidades ao consumidor final, também o tornam um dos maiores vilões ambientais.

São produzidos anualmente cerca de 100 milhões de toneladas de plástico e cerca de 10% deste total acabam nos oceanos, sendo que 80% desta fração vem de terra firme.

No oceano pacífico há uma enorme camada flutuante de plástico, que já é considerada a maior concentração de lixo do mundo, com cerca de 1000 km de extensão, vai da costa da Califórnia, atravessa o Havaí e chega a meio caminho do Japão e atinge uma profundidade de mais ou menos 10 metros.

Acredita-se que haja neste vórtex de lixo cerca de 100 milhões de toneladas de plásticos de todos os tipos. Pedaços de redes, garrafas, tampas, bolas , bonecas, patos de borracha, tênis, isqueiros, sacolas plásticas, caiaques, malas e todo exemplar possível de ser feito com plástico.

Segundo seus descobridores, a mancha de lixo, ou sopa plástica tem quase duas vezes o tamanho dos Estados Unidos. Ocean Plastic O oceanógrafo Curtis Ebbesmeyer, que pesquisa esta mancha há 15 anos compara este vórtex a uma entidade viva, um grande animal se movimentando livremente pelo pacifico. E quando passa perto do continente, você tem praias cobertas de lixo plástico de ponta a ponta.

A bolha plástica atualmente está em duas grandes áreas ligadas por uma parte estreita. Referem-se a elas como bolha oriental e bolha ocidental. Um marinheiro que navegou pela área no final dos anos 90 disse que ficou atordoado com a visão do oceano de lixo plástico a sua frente. ‘Como foi possível fazermos isso?’ - ‘Naveguei por mais de uma semana sobre todo esse lixo’. Pesquisadores alertam para o fato de que toda peça plástica que foi manufaturada desde que descobrimos este material, e que não foram recicladas, ainda estão em algum lugar.

E ainda há o problema das partículas decompostas deste plástico. Segundo dados de Curtis Ebbesmeyer, em algumas áreas do oceano pacifico podem se encontrar uma concentração de polímeros de até seis vezes mais do que o fitoplâncton, base da cadeia alimentar marinha.

Todas a peças plásticas à direita foram tiradas do estômago desta ave. Segundo PNUMA, o programa das nações unidas para o meio ambiente, este plástico é responsável pela morte de mais de um milhão de aves marinha todos os anos.

Sem contar toda a outra fauna que vive nesta área, como tartarugas marinhas, tubarões, e centenas de espécies de peixes.

E para piorar essa sopa plástica pode funcionar como uma esponja, que concentraria todo tipo de poluentes persistentes, ou seja, qualquer animal que se alimentar nestas regiões estará ingerindo altos índices de venenos, que podem ser introduzidos, através da pesca, na cadeia alimentar humana, fechando-se o ciclo, na mais pura verdade de que o que fazemos à terra retorna à nós, seres humanos.

Fontes: The Independent, Greenpeace e Mindfully

Piso salarial para os professores, compromisso social e o reflexo na educação

admin | Vídeos | Quinta, 24 de Julho de 2008

O Congresso Nacional promulgou no mes de junho decreto permitindo aos brasileiros portadores de deficiência, direitos garantidos na constituição. Para elas, entre outras superações, o mercado de trabalho ainda representa um grande desafio. Algumas empresas, no entanto, já se anteciparam a lei, como a Sulcatarinense, mineradora de Biguaçu.

E apesar de Santa Catarina ter uma economia pujante e um parque industrial diversificado, ainda temos regiões de grande carência social. Trabalhar a autosustentabilidade dessas populações carentes, garantindo a inclusão social através da educação e qualificação profissional é uma das metas do compromisso social da Brasil Telecon. Dos inúmeros projetos da empresa, o Educação e Cidadania de 19.07.08, destacou “Vamos Falar de Ética” e a “Série Nosso Ambiente.

No programa, destaque também para a entrevista com a senadora Ideli Salvati, líder do Pt e do bloco de apoio ao governo no senado. A senadora comemora e até se emociona ao falar da Lei assinada pelo presidente Lula, criando o piso salarial de R$ 950,00 para os professores.

Duração: 21 min 56 seg.

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A Ave da Vida

admin | Prosa & Poesia | Quinta, 24 de Julho de 2008

Pássaros

de Maria Odete Olsen

dentro de mim mora uma ave
cujo vôo de liberdade
tolhi por um sentimento
qualquer por vaidade
para ter uma ave
dentro de mim

longos anos se passaram
e esta ave dentro de mim
sobrevive em simbiose
com o meu sangue a minha essência
calada prisioneira
sem vôos nem cantos
apenas uma ave
dentro de mim

agora já bem tarde percebo
que uma ave enterrou suas garras
em mim para morrer
e como dói essa ferida
de uma ave encarcerada
cujo vôo de liberdade tolhi
para carregar esse orgulho
de ter uma ave
dentro de mim

hoje lágrimas derramo inutilmente
por esta ave que perdi
suas asas inúteis agora apodrecem
dentro de mim

Este é um poema que foi publicado em 1991, no livro Sem rimas e sem razão.
Este livro publicado pela Editora Paralelo 27, projeto de meu ex-marido e escritor Olsen Jr., surgiu porque acreditava que se não publicasse “aquelas coisas” que gardava em uma gaveta, jamais realizaria meu sonho. Nessa época ainda morava em Blumenau e sonhava em ser uma escritora. O projeto secundário, de sobrevivência, foi começar a trabalhar na extinta TV Coligadas. E assim a televisão foi absorvendo a minha vida. E tudo mudou para sempre.

Beber a bordo

admin | Opinião | Quarta, 23 de Julho de 2008
O escritor Amilcar Neves
O escritor Amilcar Neves
amilcar.neves@ig.com.br

por Amilcar Neves

Para ficarmos na mesma área - da legislação do trânsito -, quando foi implantada a obrigatoriedade de uso do cinto de segurança nos nossos carros, os arautos da democracia e dos direitos individuais botaram a boca no trombone. Muitos deles sequer se importaram com as barbaridades cometidas durante 21 anos pela ditadura militar: prisões arbitrárias, assassinatos, torturas, perseguições políticas, censura em todos os níveis e de todos os tipos, supressão das liberdades individuais, submissão da imprensa, mentiras, mistificações e, não achemos que não, muita, muitíssima corrupção e desvio de dinheiro público para bolsos privados.

Então, restaurada a democracia, quando nós retomamos o direito - inalienável - de escolher aqueles que nos representarão em todos os níveis do Executivo e do Legislativo (sem a tutela de coronéis e generais que se achavam superiores aos demais mortais, mais patriotas do que qualquer cidadão), e abertos os canais para que todos pudéssemos dizer livremente o que pensamos e queremos, inclusive para criticar e denunciar criminalmente quem for pego fora da linha, esses defensores da liberdade clamaram contra o abuso ditatorial de uma lei que pretendia tolher o direito individual de cada qual andar de carro como bem entendesse, obrigando ao uso do famigerado cinto.

E as histórias de “insucesso” se multiplicaram: o cinto machucava, contabilizava-se o número de pessoas com costelas quebradas e daquelas que morreram estranguladas; de carros que caíram num lago ou num rio e as pessoas pereceram afogadas porque não conseguiram se desvencilhar em tempo hábil daquela fivela que travava nas piores horas; de gente que sucumbiu esmagada entre as ferragens do acidente porque, se não estivesse firmemente presa ao assento do veículo, teria sido jogada para fora, pela porta que se abriria (que se abriu) ou pelo vidro que saltou longe antes do impacto final.

Esquecia-se a contabilidade das vidas salvas pelo cinto. Hoje, por ocioso, ninguém mais discute a importância desse indispensável acessório de segurança. E todos o usamos.

Agora, com a drástica redução nas margens de tolerância com o álcool ao volante (e só ao volante, quem for passageiro pode viajar feito gambá), a história se repete. Não parece haver muita imaginação criadora para abordar o assunto de forma diferenciada. Criatividade mesmo tiveram os donos de um restaurante de Curitiba (sempre Curitiba, inovando nas idéias e nas práticas): ao invés de ficarem lamentando a queda no movimento, de ficarem chorando as perdas (financeiras, não de vidas humanas) nos noticiários de televisão, tomaram a iniciativa de colocar caminhonetes à disposição dos clientes, para buscá-los em casa e devolvê-los sãos e salvos ao final da noitada, e de manter atentos motoristas para levar a um feliz destino os carros dos clientes que chegarem motorizados. Estão faturando em cima da novidade.

Como antes, também agora correm (e, presentemente, nas velocidades da Internet) histórias de insucesso que nunca serão comprovadas, por fantasiosas: o incauto motorista, apanhado pelo bafômetro, que foi severamente punido porque havia comido dois ou três bombons de licor, ou que, momentos antes do teste, usou anti-séptico bucal à base de álcool, ou, doente da tosse, tomou um xarope para acalmar os brônquios excitados, ou, ainda, valeu-se de cinco ou dez esguichos de própolis para amenizar a dor de garganta que o assediava.

Como antes, também agora fecham-se os olhos para as estatísticas que comprovam, nestes poucos dias de vigência da lei, a brutal redução de mortos e feridos no nosso trânsito.

Goethe e Barrabás, um romance sobre as más escolhas que fazemos na vida

admin | Entrevistas | Domingo, 20 de Julho de 2008
Deonísio da Silva
O Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da Estácio de Sá
teresa97@terra.com.br

O escritor catarinense Deonísio da Silva, prêmio Casa de Las Américas com o livro “Avante Soldados: para Trás”, que lançou o romance “Goethe e Barrabás”, durante a 5ª Feira do Livro de Joinville, repetiu o lançamento do romance em Florianópolis, na última sexta-feira, no Café da Livraria Livros & Livros. Para o escritor que estudou em seminário, há missas tão modernas hoje, nas quais só falta a Flávia Alessandra (Alzira da novela das oito) esfregar-se no círio pascal ou em alguma coluna da nave da igreja. Especialmente para o blog, o escritor concedeu esta entrevista por e-mail.

Maria Odete - Deonísio, porque “Goethe e Barrabás”?

Deonísio da Silva - O tema de meu romance são as más escolhas que fazemos na vida. A multidão, em plesbiscito informal, escolheu Barrabás para a liberdade e Cristo para a morte na cruz. E as trevas predominaram por um bom tempo. Goethe, ao morrer, pediu mais luz. Este ano completei 59 anos, a mesma idade de Goethe ao escrever Fausto, cujo tema é a venda da alma ao Diabo. Este ano celebramos 200 anos do Fausto II, pois Goethe escreveu dois Faustos, sua obra mais famosa.

Maria Odete - Segundo o colunista Raul Sartori, o empresário catarinense José de Souza Patrício comprou vários exemplares para presentear ex-colegas dos tempos de seminário, em São Ludgero e em Tubarão. Você acredita que no Brasil de hoje, a colaboração da iniciativa privada, instituições governametais, etc. são imprescindíveis para a sobrevivência do escritor?

Deonísio da Silva - O que o empresário José de Souza Patrício fez, muitos empresários poderiam fazer, pois livro é um bom presente. Outro dia uma empresa de segurança de São Carlos, onde morei 23 anos, comprou 300 (trezentos) exs de meu livro para dar de presente a seus clientes. Iniciativas como esta são muito importantes para incentivar os leitores, produzir leitores, agradar aos leitores. É bom quando alguém se interessa e faz alguma coisa pelos leitores.

Maria Odete - Na sua opinião, a pouca leitura de livros dos jovens de hoje se deve ao fato de pais e professores também lerem pouco. Ao contrário do que fazia dona Edite Zanatta, a professora que o alfabetizou no longínquo 1956, em Jacinto Machado?

Deonísio da Silva - Minha professora Edith Zanatta me ajudou a dar os primeiros passos, no longínquo 1956, me alfabetizando. Nem ela e nem eu sabíamos que eu seria escritor, mas talvez ambos sentíssemos essa possibilidade de que ali estava um menino que tinha extremado gosto pela leitura e pelo ato de escrever. Fui um menino pobre que acreditava na minha professora, nos livros que lia, em pessoas generosas, como o padre Herval Fontanella, que me levou para morar na Casa Paroquial de Jacinto Machado para me preparar para ir ao seminário. E para ser ordenado, seriam 18 anos de estudo. Hoje, há até professores de aeróbica que deram alguns pulinhos, fizeram dois meses de cursinho e foram ordenados sacerdotes. Dessa mudança para pior surgiram vários problemas. Há missas tão modernas hoje nas quais só falta a Flávia Alessandra (Alzira, da novela das oito) esfregar-se no círio pascal ou em alguma coluna da nave da igreja. Igreja é lugar de recolhimento, sempre foi. Há dois mil anos é assim que a Igreja segue. Como diz Carlos Heitor Cony, católico não é para quem quer, é para quem pode, para quem aceita as condições, que começam no batismo. Tenho grande respeito pela Igreja, sou de família católica, e esses desvios me aborrecem bastante.(Entrevista concedida pelo escritor no dia 14 de abril de 2008).

Funcionários do Correios devem formalizar hoje proposta para encerrar greve

admin | Cotidiano | Sexta, 18 de Julho de 2008

Brasília - Os funcionários dos Correios devem formalizar hoje (18), até as 18h, a contraproposta apresentada informalmente ontem ao presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Rider Brito, segundo o secretário-geral da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos (Fentect), Manoel Cantoara.

A categoria reivindica o pagamento de abono emergencial de 30% sobre o salário-base, de julho a setembro, para os carteiros. Além disso, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) se comprometeria a pagar a partir de outubro o piso salarial de R$ 260 e a descontar apenas metade dos dias parados.

De acordo com ele, a proposta formal da ECT tem pontos que não atendem às reivindicações dos carteiros, em greve há 18 dias. O ofício com a proposta da empresa foi assinado pelo chefe do Departamento Jurídico,Wellington Dias da Silva.

Segundo o representante dos carteiros, as divergências são relacionadas à discussão do plano de cargos, carreiras e salários de 2008 com a mediação do TST e ao pagamento de metade dos dias trabalhados. “Nós compensaríamos os dias parados, com um mutirão entregando as correspondências atrasadas o que seria bom para sociedade”, acrescentou Cantoara.

A proposta da ECT, caso seja aceita pelos carteiros, prevê multa diária de R$ 100 mil se o TST determinar a suspensão da greve. O presidente do tribunal aguarda a formalização da proposta da Fentect para se pronunciar.

Fonte: www.agenciabrasil.gov.br

O lado bom do ensino no Educação e Cidadania

admin | Vídeos | Quinta, 10 de Julho de 2008

Estudantes que viajam e redescobrem a economia, a história e a cultura de Santa Catarina e operários que nunca tiveram a oportunidade de estudar e recomeçam depois de muitos anos de trabalho, são destaques do programa Educação e Cidadania do dia 05.07.08.

No primeiro bloco, destaque para as viagens que os estudantes fazem a outros municípios catarinenses visando conhecer a economia, história e cultura, ferramenta que intensifica o aproveitamento dos coteúdos programáticos das matérias. Destaque também para os operários que trabalham na reconstrução da Ponte Hercílio Luz de Florianópolis e que voltam a estudar graças a projeto do Sesi em parceria com empresas responsáveis pela obra.

No segundo bloco a vez é para a Rádio Coração de Estudante do Colégio Araucária de São José na grande Florianópolis. Os jovens radialistas, além de bolarem programas divertidos para os intervalos do recreio,oferecem uma perspectiva profissional para os adolescentes.

No terceiro bloco, um bate papo com estudantes do Colégio Catarinense que participaram de um projeto teatral que têve como objetivo resgatar valores pré-revolucionários da rua Esteves Jr. Participaram os professoresdiretores teatrais Edélcio Phillipi e Diogo Boccardi.

Duração: 21 min 07 seg.

Laguna revive proclamação da República Juliana

admin | Agenda de eventos | Terça, 8 de Julho de 2008

Thiago Lacerda e Vanessa Lóes

De 17a 27 de julho Laguna volta viver as aventuras da República Juliana, um espetáculo que será realizado com a interpretação de Thiago Lacerda como Giuseppe Garibaldi e Vanessa Lóes, esposa de Lacerda, como Anita Garibaldi.

A arena será montada às margens da Lagoa de Santo Antonio, cenário onde vários fatos históricos efetivamente ocorreram. No local, será erguida uma verdadeira cidade cenográfica, com casas, igreja, câmara de vereadores, reproduzindo assim todos os aspectos de uma vila da época.

Para reproduzir com fidelidade os fatos históricos, cerca de 500 pessoas, entre atores do grupo Teatral Terra e figurantes selecionados em meio aos moradores da cidade preservam o jeito e até o sotaque típico dos habitantes do pequeno vilarejo.

O amor vivido pelo destemido capitão Giuseppe Garibaldi e Ana Maria de Jesus, que mais tarde seria conhecida como Anita, a heroína de dois mundos, serve de ponto de partida para contar importantes capítulos da história nacional, que foram parar em livros do mundo inteiro.

Thiago Lacerda, que já viveu Garibaldi na minissérie “A Casa das Sete Mulheres” não esconde a satisfação em participar do projeto. “Esse espetáculo não fica nada a dever às grandes produções realizadas no Brasil e no mundo, por isso fiz questão de participar e prestar mais uma vez uma homenagem ao destemido capitão Garibaldi”, salienta o ator.

Para Vanessa, viver a heroína e participar de uma dramatização ao ar livre será algo novo em sua trajetória profissional. Mas, o desafio foi aceito e ela confessa que se encantou com a história assim que leu as primeiras páginas do roteiro.

A República em Laguna” é um espetáculo dirigido e produzido pelo grupo teatral Terra, em parceria com a New Millennium, apoio da Prefeitura Municipal de Laguna, através da Fundação Lagunense de Cultura e Secretaria Municipal Turismo e Lazer.

Pai chora a morte do filho de 3 anos

admin | Cotidiano | Terça, 8 de Julho de 2008
Vídeo no YouTube desmente versão dos PMs

O Hospital Copa D’Or confirmou nesta segunda-feira (7) a morte cerebral do menino João Roberto Amorim Soares, de 3 anos, baleado na cabeça na Tijuca, Zona Norte do Rio, na noite de domingo (6) durante um tiroteio.

Na parte da manhã, a morte cerebral já tinha sido diagnosticada em um exame inicial. Mas, por lei, uma nova análise deveria ser feita seis horas depois do primeiro diagnóstico, para confirmá-lo.

Doação de órgãos

De acordo com o coordenador médico do serviço de pediatria do hospital, Arnaldo Prata Barbosa, os pais deram autorização para que os órgãos do filho sejam doados.

“A mãe já deu autorização para contatar o Rio Transplantes. Eles vão avaliar se João Roberto pode ser doador”, explicou o médico.

Ainda segundo o hospital, a bala que matou João Roberto entrou pela nuca e se alojou na parte frontal da cabeça. A equipe médica explicou que não foi possível identificar o calibre da arma que teria efetuado o disparo, pois o projétil se fragmentou durante a trajetória.

O crime

Segundo a Polícia Militar, o menino passava de carro com a mãe e um irmão de 9 meses na Rua General Espírito Santo Cardoso, na Tijuca, Zona Norte do Rio, quando ocorreu o confronto entre PMs e supostos criminosos. Um dos policiais que participaram da ação contou que os suspeitos estavam sendo perseguidos a pé em direção ao Morro da Cruz, próximo à região.

O menino foi atingido por volta das 19h30 deste domingo (6). A criança foi levada para o Hospital do Andaraí, na Zona Norte, mas logo foi transferida para o Hospital Copa D’Or, na Zona Sul. A mãe, Alessandra Amorim Soares, também foi ferida em uma das pernas e na barriga por estilhaços, mas foi medicada e não corre risco de vida. O bebê de 9 meses escapou ileso.

Os policiais militares estão presos administrativamente no 6o BPM (Tijuca), por um prazo de 72 horas. Segundo secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, os policiais estavam na Tijuca, Zona Norte do Rio, quando foi passado um rádio sobre um carro furtado na região. Na tarde desta segunda, a polícia fez buscas nos morros vizinhos ao local do crime. Dois suspeitos foram detidos. Uma moto, armas e drogas foram apreendidas.

Secretário admite falha na atuação dos policiais

Beltrame afirmou em entrevista coletiva concedida na tarde desta segunda-feira (7) que considera desastrosa a atitude dos policiais que participaram de uma perseguição policial que deixou um menino de 3 anos ferido na noite deste domingo (6), na Tijuca, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Segundo Beltrame, os policiais não estavam em um confronto. “Faltou treinamento e raciocínio. Esse fato demonstra total falta de preparo e critério na hora de agir”, afirmou.

“Em nome da secretaria, do governo do estado e da polícia pedir as minhas desculpas à população fluminense e em especial aos familiares”, disse Beltrame. “Foi uma ação policial aonde entendemos que tenha faltado critério, tenha faltado treinamento e se resultou nessa tragédia”.

A patrulha teria avistado o veículo, iniciando uma perseguição. Foi quando, segundo o secretário, fizeram “essa confusão”, efetuando os disparos contra um automóvel aparentemente diferente do que estava sendo perseguido.

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