Palestra de Ingo Wolfgang Sarlet instala Pós em Direitos Humanos no Cesusc

admin | Entrevistas | Quinta, 7 de Agosto de 2008

Doutor em Direito pela Ludwig Maximillians Universität München (1997), o Juiz Ingo Wolfgang Sarlet é coordenador do programa de pós-graduação em Direito e professor titular da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. É coordenador do Núcleo de Estudos de Direitos Fundamentais. Realizou estudos de pós-doutorado na Universidade de Munique como bolsista e pesquisador do Instituto Max-Planck de Direito Social Estrangeiro e Internacional (Alemanha), bem como no Georgetown Law Center (EUA).

Dr. Ingo é, também, professor da Escola Superior da Magistratura do Rio Grande do Sul. Atua especialmente nas áreas de Direito Constitucional e Teoria dos Direitos Fundamentais, sendo suas principais linhas de pesquisa a eficácia e a efetividade dos Direitos Fundamentais no Direito Público e Privado.

Ele falou especialmente a jornalista Maria Odete sobre justiça e impunidade. O jurista discorda quando se diz que a justiça brasileira é mais justa com os ricos brasileiros.

A entrevista estará no programa Educação e Cidadania deste sábado 09.08.08 na TVBV às 18:55h, que também terá como destaque Gabriel O Pensador.

Goethe e Barrabás, um romance sobre as más escolhas que fazemos na vida

admin | Entrevistas | Domingo, 20 de Julho de 2008
Deonísio da Silva
O Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da Estácio de Sá
teresa97@terra.com.br

O escritor catarinense Deonísio da Silva, prêmio Casa de Las Américas com o livro “Avante Soldados: para Trás”, que lançou o romance “Goethe e Barrabás”, durante a 5ª Feira do Livro de Joinville, repetiu o lançamento do romance em Florianópolis, na última sexta-feira, no Café da Livraria Livros & Livros. Para o escritor que estudou em seminário, há missas tão modernas hoje, nas quais só falta a Flávia Alessandra (Alzira da novela das oito) esfregar-se no círio pascal ou em alguma coluna da nave da igreja. Especialmente para o blog, o escritor concedeu esta entrevista por e-mail.

Maria Odete - Deonísio, porque “Goethe e Barrabás”?

Deonísio da Silva - O tema de meu romance são as más escolhas que fazemos na vida. A multidão, em plesbiscito informal, escolheu Barrabás para a liberdade e Cristo para a morte na cruz. E as trevas predominaram por um bom tempo. Goethe, ao morrer, pediu mais luz. Este ano completei 59 anos, a mesma idade de Goethe ao escrever Fausto, cujo tema é a venda da alma ao Diabo. Este ano celebramos 200 anos do Fausto II, pois Goethe escreveu dois Faustos, sua obra mais famosa.

Maria Odete - Segundo o colunista Raul Sartori, o empresário catarinense José de Souza Patrício comprou vários exemplares para presentear ex-colegas dos tempos de seminário, em São Ludgero e em Tubarão. Você acredita que no Brasil de hoje, a colaboração da iniciativa privada, instituições governametais, etc. são imprescindíveis para a sobrevivência do escritor?

Deonísio da Silva - O que o empresário José de Souza Patrício fez, muitos empresários poderiam fazer, pois livro é um bom presente. Outro dia uma empresa de segurança de São Carlos, onde morei 23 anos, comprou 300 (trezentos) exs de meu livro para dar de presente a seus clientes. Iniciativas como esta são muito importantes para incentivar os leitores, produzir leitores, agradar aos leitores. É bom quando alguém se interessa e faz alguma coisa pelos leitores.

Maria Odete - Na sua opinião, a pouca leitura de livros dos jovens de hoje se deve ao fato de pais e professores também lerem pouco. Ao contrário do que fazia dona Edite Zanatta, a professora que o alfabetizou no longínquo 1956, em Jacinto Machado?

Deonísio da Silva - Minha professora Edith Zanatta me ajudou a dar os primeiros passos, no longínquo 1956, me alfabetizando. Nem ela e nem eu sabíamos que eu seria escritor, mas talvez ambos sentíssemos essa possibilidade de que ali estava um menino que tinha extremado gosto pela leitura e pelo ato de escrever. Fui um menino pobre que acreditava na minha professora, nos livros que lia, em pessoas generosas, como o padre Herval Fontanella, que me levou para morar na Casa Paroquial de Jacinto Machado para me preparar para ir ao seminário. E para ser ordenado, seriam 18 anos de estudo. Hoje, há até professores de aeróbica que deram alguns pulinhos, fizeram dois meses de cursinho e foram ordenados sacerdotes. Dessa mudança para pior surgiram vários problemas. Há missas tão modernas hoje nas quais só falta a Flávia Alessandra (Alzira, da novela das oito) esfregar-se no círio pascal ou em alguma coluna da nave da igreja. Igreja é lugar de recolhimento, sempre foi. Há dois mil anos é assim que a Igreja segue. Como diz Carlos Heitor Cony, católico não é para quem quer, é para quem pode, para quem aceita as condições, que começam no batismo. Tenho grande respeito pela Igreja, sou de família católica, e esses desvios me aborrecem bastante.(Entrevista concedida pelo escritor no dia 14 de abril de 2008).

As brumas dançam sobre o espelho do rio, novo livro de Urda Klueger

admin | Entrevistas | Terça, 6 de Maio de 2008
A escritora Urda Alice Klueger
A escritora Urda Alice Klueger

Nesta quinta-feira, a escritora Urda Klueger lança em Blumenau, o livro “As brumas dançam sobre o espelho do rio”. A escritora falou com exclusividade ao blog do Educação e Cidadania.

Maria Odete - Este livro é uma reedição do livro lançado em 1981, com o mesmo título?


Urda Klueger - Sim, é uma reedição. Foi feita uma rigorosa revisão de português (a vida vai ensinando um bocado de coisas para a gente, inclusive a aperfeiçoar a gramática!), e a capa tão linda, de Johnny Kamigashima também é nova, mas foi mantido o mesmo texto e a mesma apresentação, que foi feita pelo saudoso Silveira Júnior, cuja cadeira hoje eu ocupo na Academia Catarinense de Letras.

Maria Odete - É este o livro que aborda a extensa pesquisa que vc realizou sobre os Sambaquianos, antigos moradores de Santa Catarina, entre 6.000 e 2.000 anos atrás iniciada em 1997, que já gerou uma monografia, e está gerando este romance-histórico e caminha para um livro para-didático.


Urda Klueger - Não, o livro SAMBAQUI sai no mês que vem. O paradidático a respeito, chamado “O povo das conchas”, já saiu em 2004.

Maria Odete - A sua formação em História está sendo fundamental para falar do passado e da história/antropológica do nosso estado?

Urda Klueger - Dou um valor muito grande à minha formação em História. As coisas se somam, em mim, a História e a Literatura. Não saberia fazer uma sem a outra. Até dá para fazer História sem Literatura, mas Literatura sem História, aí não dá. E vejo tal formação como uma coisa tão fascinante, que não pode se limitar apenas a Santa Catarina. É por tal coisa que acabo sempre escrevendo sobre outros lugares também, muitas vezes, inclusive, em outros continentes.

Capa do livro

Maria Odete - E a Urda mulher, o que anda aprontando?

Urda Klueger - Trabalhando, trabalhando, trabalhando. Sou apaixonada por um Passarinho que não quer saber dos meus gorgeios (gorjeios?). Arranjei um cachorro, ano passado, o Atahualpa, que é a coisa mais querida. Tenho escrito umas crônicas sobre ele, que têm saído nos mais inesperados lugares. Sempre que posso, acampo (muitas vezes aqui em Blumenau mesmo), e quando dá, pego a mochila e tomo o rumo da América dita Latina.

Serviço:
Quando: dia 08 de maio de 2008, quinta-feira
Horário: às 20h00
Onde: no Bar e Restaurante Farol, à praça do Estudante, final da Rua Antonio da Veiga (Rua da Furb), em Blumenau SC