Dário Berger é reeleito prefeito de Florianópolis

Maria Odete | Cotidiano | Domingo, 26 de Outubro de 2008

Dário é reeleito em Florianópolis

O candidato à reeleição à prefeitura de Florianópolis pelo PMDB, Dário Berger, está matematicamente eleito neste segundo turno das eleições com 57,68% dos votos válidos, com 99,38% das urnas apuradas. Espiridião Amin (PP) está até agora 42,32% dos votos válidos.

Berger, que traz na chapa o vice João Batista Nunes (PR), da coligação O Trabalho Continua, teve uma campanha marcada pelo apoio formal do governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira, e do presidente estadual do PMDB-SC, Eduardo Pinho Moreira.

A candidatura de Berger à reeleição foi homologada no dia 29 de junho, durante a convenção municipal do PMDB, que formou a base de apoio com mais seis partidos (PR-PRB-PRTB-PSC-PtdoB-PSB). No segundo turno, PV, DEM e PPS também manifestaram apoio a Berger.

O candidato derrotado à prefeitura de Florianópolis, César Souza Júnior (DEM), disse que seguiria a orientação do seu partido, que formalizou apoio no segundo turno a Dário Berger. O Democrata ficou em terceiro lugar na corrida pela prefeitura da capital catarinense, com 13,05% dos votos válidos.

Durante a campanha eleitoral, Júnior apresentou-se como o “candidato da mudança” e centrou a estratégia em ataques a Dário.

Esperidião Amin no Educação e Cidadania

admin | Vídeos | Domingo, 19 de Outubro de 2008

Esperidião Amin (60), ex-prefeito de Florianópolis e ex-governador de Santa Catarina, ambos por dois mandatos, também busca a reeleição ao cargo de prefeito pela terceira vez, prometendo disputar esse tipo de eleição pela última vez. Amin falou ao Educação e Cidadania do dia 18.10.08, com a experiência de uma vida dedicada a política catarinense. Tem na esposa ex-prefeita e deputada federal Ângela Amim, uma parceira fiel e competente. Ao Educação e Cidadania falou da importância de um prefeito gerar trabalho e renda numa comunidade, como alternativa de mão de obra para o mercado de trabalho.

Dário Berger no Educação e Cidadania

admin | Vídeos | Domingo, 19 de Outubro de 2008

O Educação e Cidadania ouviu os candidatos ao segundo turno das eleições de Florianópolis. A ordem dos programas foi feita através de sorteio em presença de representantres dos dois candidatos. Dia 11.10.08, foi a vez de Dário Berger (51) que iniciou sua vida pública em 89. Foi vereador em São José, cidade onde também foi prefeito por 7 anos. Busca a reeleição em Florianópolis. Dário tem um jeito simples de se expressar, demonstra grande convicção e empatia em seu discurso de candidato. Respondeu a perguntas da produção do programa e das pessoas das ruas da capital do estado. A participação da esposa e secretária de Assistência Social Rose Berger, tem sido marcante na vida do político.

Estudo investiga por que jovens agridem namoradas

Maria Odete | Cotidiano | Quinta, 16 de Outubro de 2008

Mulher agredida por namorado

Um estudo realizado por pesquisadoras americanas sugere que homens jovens que agridem suas namoradas são influenciados por fatores como ambientes familiares conturbados, falta de apoio na escola e a convivência com a violência em seus próprios lares e comunidades.

Segundo as autoras, a pesquisa busca ampliar a visão sobre comportamentos abusivos em relacionamentos amorosos e explorar os diversos aspectos envolvidos, como escola, casa e comunidade.

“Até agora, não tínhamos muitas informações sobre homens jovens que agridem suas parceiras”, disse uma das autoras do estudo, Elizabeth Miller, professora assistente de pediatria no UC Davis Children’s Hospital, em Sacramento, na Califórnia.
“Esta é uma peça muito importante do quebra-cabeças para criar programas de prevenção e intervenção para combater a violência entre casais jovens”, acrescentou Miller.

Segundo a pesquisadora, apesar de haver vários estudos sobre as conseqüências da violência entre casais de adolescentes para as meninas, ainda é preciso compreender melhor os fatores sociais e ambientais que provocam a violência masculina nesses relacionamentos.
Miller diz que esse conhecimento é fundamental para orientar os programas de prevenção. O estudo foi publicado na edição online de setembro da revista American Journal of Men’s Health.

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Jornalista brasileiro Murilo Carvalho ganha prêmio na Alemanha

Maria Odete | Entrevistas | Quinta, 16 de Outubro de 2008

O jornalista Murilo António de Carvalho

RIO - Com a obra O Rastro do Jaguar, o jornalista, escritor e diretor do Grupo Cobram, Murilo Antônio Carvalho, conquistou o primeiro Prêmio Leya, idealizado pelos escritores portugueses Manuel Alegre e Nuno Júdice, e por José Carlos Seabra Pereira, professor universitário da Faculdade de Letras de Coimbra.

Além destes, integraram o júri o escritor Pepetela, em representação de Angola, Lourenço do Rosário, reitor do ISPU de Maputo, de Moçambique, e os brasileiros Carlos Heitor Cony, escritor e jornalista, e Rita Chaves, crítica literária e professora da Universidade de São Paulo.

O Prêmio Leya foi criado para apoiar os autores que escrevem, valorizam e contribuem para a maior difusão da língua portuguesa em todo o mundo. Participaram do julgamento mais de 420 obras inéditas.

Conhecedor da alma brasileira e de suas raízes, Murilo Carvalho está à frene da direção de jornalismo dos programas de TV do Grupo Cobram há mais de 20 anos.

De 1988 a 2003 atuou no Diário Rural, programa matutino voltado ao produtor rural que foi ao ar na TV Bandeirantes. Desde 1995 dirige, também, a redação do programa Siga Bem Caminhoneiro no SBT, além de ter passado importante período na Editora Abril, Folha de São Paulo, MCCann, entre outras experiências profissionais que contribuíram para seu conhecimento da língua e dos costumes do Brasil.

- Viajei cerca de 620 mil quilômetros nos últimos 16 anos. Segui pelas estradas brasileiras fazendo reportagens para os programas de TV e rádio que produzimos. Acompanhei o dia-a-dia de produtores rurais e caminhoneiros por todo o País e produzi aproximadamente 650 reportagens, entrevistando e registrando as vivências de mais de 1500 produtores e caminhoneiros em todas as regiões do Brasil - destaca Murilo.

Segundo o jornalista, passar noites em estradas ruins, atoleiros, cortar estradas bonitas em épocas de pouca chuva, viver o drama de pequenos produtores rurais e caminhoneiros solitários, testemunhar histórias de sucesso dos heróis de nosso cotidiano, acompanhar o trabalho em áreas difíceis de mineração, nas ruas entupidas das grandes cidades, enfim, acompanhar essas duas grandes categorias que formam um batalhão de milhões de trabalhadores, essenciais para a produção e distribuição de alimentos e produtos pelo Brasil, significou um profundo conhecimento da vida.

- Significou, também, conhecer as opiniões dessas pessoas a respeito do mundo, e como encaram a família, os filhos, o futuro - completa o escritor.

Apesar de toda sua experiência, Murilo, que desde o início de sua carreira manifestou seu compromisso com o Brasil escrevendo para o Jornal Movimento - bastião da imprensa livre contra a ditadura nos anos 70 -, se diz surpreso com a conquista do prêmio.

Fonte: www.jbonline.com.br

Catarinenses no Caminho de Santiago

admin | Vídeos | Quinta, 9 de Outubro de 2008

É o que fizeram o empresário Beto Colombo e o jornalista e professor de filosofia, Manoel Mendes. Percorreram os 800 quilômetros da trajetória em terras espanholas e produziram o belo livro “Compostela - muito além do caminho de Santiago”. Ao Educação e Cidadania do dia 04.10.08, falaram dessa aventura.

Destaque também no programa, para a assinatura do convênio entre o Goethe Institut da Alemanha e o Colégio Catarinense de Florianópolis. Aprimoramento do idioma alemão e muitas viagens de intercâmbio para alunos e professores, na programação dos próximos 3 anos.

Revista britânica elege os 500 melhores filmes de todos os tempos

admin | Sem Categoria | Terça, 7 de Outubro de 2008

A ‘Empire’ promoveu uma votação com leitores, cineastas e críticos.
‘O poderoso chefão’, de Coppola, lidera lista, seguido de ‘Indiana Jones’.

Marlon Brando em O Poderoso Chefão

A revista britânica “Empire” publicou esta semana uma lista dos 500 melhores filmes de todos os tempos.

A lista é resultado de uma votação que contou com 10 mil leitores, 50 críticos de cinema e 150 cineastas, incluindo Quentin Tarantino, Pedro Almodóvar, Guillermo del Toro, Cameron Crowe, Mike Leigh e Sam Mendes.

“O poderoso chefão”, dirigido por Francis Ford Coppola em 1972, lidera o ranking. Coppola aparece mais uma vez entre os dez primeiros da lista, por “Apocalipse Now”.

A aventura “Indiana Jones - Os caçadores da arca perdida”, de Steven Spielberg, vem em segundo lugar. Em terceiro, ficou o quinto episódio de “Star wars”, “O império contra-ataca”, de Irvin Kershner, lançado em 1980.

A surpresa fica por conta de sucessos recentes como “O cavaleiro das trevas”, “Pulp Fiction” e “Clube da luta”, que tiveram lugar garantido entre os vinte líderes da votação, ao lado de clássicos como “Cantando na chuva”, de 1952, “2001: Uma odisséia no espaço”, de 1968, e “Casablanca”, de 1942.

Confira abaixo a lista dos 10 primeiros filmes da eleição. A lista completa está no site da ‘Empire’.

1. “O podereso chefão”, de Francis Ford Coppola (1972)
2. “Indiana Jones Os caçadores da arca perdida”, de Steven Spielberg (1981)
3. “Star Wars: O império contra-ataca”, de Irvin Kershner (1980)
4. “Um sonho de liberdade”, de Frank Darabont (1994)
5. “Tubarão”, de Steven Spielberg (1975)
6. “Os bons companheiros”, de Martin Scorsese (1990)
7. “Apocalipse Now”, de Francis Ford Coppola (1979)
8. “Cantando na chuva”, de Stanley Donen e Gene Kelly (1952)
9. “Pulp Fiction”, de Quentin Tarantino (1994)
10. “Clube da luta”, de David Fincher (1999)

Fonte: www.globo.com

A Gênese dos “Cem Anos de Solidão”

Maria Odete | Cotidiano | Sábado, 4 de Outubro de 2008

por Voltaire Schilling

Gabriel Garcia Marquez

Gabriel Garcia Márquez já havia publicado nos anos de 1960 vários contos aparecidos em diversas revistas ou jornais latino-americanos, mas até então parecia uma das tantas promessas literárias que não vingam. Sentindo-se impossibilitado por suas tarefas como roteirista de cinema e como redator publicitário, ele decidiu-se por uma medida extrema. Ficaria trancado num lugar até colocar todo o livro que fazia tempo o incomodava em sonhos de uma só vez no papel. Para a glória das letras, assim foi que ‘Cem anos de Solidão’ veio à luz em 1967.

Na estrada para Acapulco

“Nem nos meus mais delirantes sonhos poderia eu imaginar que um milhão de pessoas poderiam ler uma obra escrita no meu quarto, com as 28 letras do alfabeto como todo arsenal, pareceria uma loucura.” G.G.Márquez

Garcia Márquez já fizera um tanto de tudo. Para desgosto da mãe, Luiza Santiaga, largara o direito para dedicar-se às letras. Tornou-se jornalista profissional para melhor se intimar com as palavras e com gente ligada aos livros, suas duas paixões assumidas. Começando na sua Colômbia, não tardou para que, no tempo da ditadura de Rojas Pinilla, o enviassem à Paris como correspondente, ideal de oportunidade insubstituível de qualquer intelectual latino-americano.

Desempregado, padeceu do conhecido roteiro comum aos ‘artistas da fome’, vagando por pensões e hotéis onde, por vezes, viveu por favor. Com a erupção da Revolução Cubana de 1959, convidaram-no para ser assumir a Prensa Latina, órgão oficial do regime fidelista criado para contrapor-se à sempre hostil mídia norte-americana.

Mudou-se então por uns tempos para Nova York, mas um desentendimento ocorrido em Cuba com o superior dele, fez com que ele se demitisse e viesse a morar na Cidade do México.

Sobrevivia fazendo roteiros e criando anúncios para uma agência de propaganda. Nada menos do que a “Walter Thompson”, uma das maiores empresas de publicidade dos Estados Unidos. Foi uma troca radical: deixou de servir a Cuba de Fidel Castro para ligar-se a Madison Avenue de Nova York.(*)

Evidentemente que aquilo o incomodava. Pulsava-lhe o talento de autor originalíssimo mas afogado pela necessidade do ganha pão diário, com família a sustentar. O estalo o acometeu dirigindo para Acapulco no seu velho ‘Opel’. A história de Macondo lhe apareceu por inteira na mente desde os 16 anos de idade forçava-o agora que a contasse. Não iria mais perder tempo, afinal iria fazer 40 anos. O livro tinha que sair de dentro dele de qualquer modo.

Afinal, lembra Mário Vargas Llosa, escrever uma novela é um ato ‘de rebelião contra a realidade e contra Deus’, uma atitude de insatisfação frente à vida, porque o autor, sempre um dissidente, não aceita o mundo tal qual é, e teima em inventar um outro mais próximo ao seu delírio. É,portanto, um deicida, um inconformado que recria um outro mundo com palavras e com a força da sua imaginação.

(*) Ainda assim, Garcia Márquez nunca rompeu com Fidel Castro como fez a maioria dos intelectuais e escritores latino-americanos conforme a Revolução de 1959 ia causando desencanto. Quando visitava Havana sempre levava consigo uma pilha de livros que ele pessoalmente selecionava para Castro ler, mantendo com ele uma relação de amizade que permaneceu inalterada esses anos todos. Tanto que hoje, octogenário, vive em Cuba procurando tratar-se de um câncer. Saiba mais.

O elo entre cultura, entretenimento e jornalismo

admin | Vídeos | Quinta, 2 de Outubro de 2008

Para o jornalista Marcelo Tas, uma das estrelas do programa CQC da Band, essa é uma boa fórmula a ser explorada, apesar de ressaltar a dificuldade para fazer humor. Tas também critica a atual legislação eleitoral pelos impedimentos que impõe a imprensa. Destaque no Educação e Cidadania do dia 27.09.08 que também traz reportagem sobre a semana ousada de arte da UFSC/UDESC.

No programa, entrevista com os diretores da Faculdade Senac José Carlos Vieira e Ivan Ecco, atual diretor da divisão de educacão profissional do Senac de Santa Catarina, que falaram das propostas do programa varejo em dia.

Entrevista também com o pensador e sociólogo Osvaldo Della Giustia, um dos fundadores da UNisul, sobre o lançamento do livro e cátedra Participação e Solidariedade. No livfro Della Giustina critica a primazia pelo lucro, responsável pela exclusão social e destruição dos valores humanos.

Em busca de um eixo

Maria Odete | Opinião | Sábado, 27 de Setembro de 2008
Marco Aurélio Nogueira
Marco Aurélio Nogueira
m.a.nogueira@globo.com

por Marco Aurélio Nogueira*

Foi preciso que Soninha Francine, candidata do PPS à prefeitura de São Paulo, associasse a Câmara Municipal paulistana a um “balcão de negócios” para que os eleitores se lembrassem de que existem vereadores na capital do estado. Segundo a candidata, ali é bastante usual a prática de aprovar projetos em troca de cargos, favores e propina. Não foi propriamente uma declaração inédita ou contrária à voz do povo. Mas caiu como uma bomba no plenário do órgão.

A poucos dias do primeiro turno das eleições, os vereadores paulistanos assistem a um prolongamento constrangedor da situação de intransparência em que se encontram, como se entre o Palácio Anchieta e a cidade existisse uma névoa espessa a bloquear a visão dos cidadãos. A opinião pública é indiferente aos vereadores, que são por ela vistos como representantes de si próprios, incapazes de exercer papel positivo na vida urbana, no controle dos atos do prefeito ou no processamento das demandas da população. Poucos eleitores sabem em quem votaram nas últimas eleições, quem foi eleito e em quem votarão no próximo dia 5 de outubro.

Olhando as coisas mais em detalhe, a situação é produto de um sistema eleitoral que personaliza as disputas e incentiva os candidatos a constituírem — para si e não para seus partidos — nichos de legitimação e conquista de votos que, com o passar do tempo, acabam por corporativizar os parlamentares e atrelá-los a uma lógica particularista cega para o coletivo. Vítimas não inocentes deste sistema, os partidos são por ele arrastados e condicionados. Não participam das eleições como forças ideológicas ou programáticas coesas, não se comportam como expressão de um movimento orgânico dotado de opinião, mas somente como instrumentos de luta pelo poder. Enredados pelos fios perversos do sistema e perdendo inserção na sociedade, deixam de selecionar seus candidatos ou de submetê-los a alguma coerência. Basta dar uma espiada nos personagens que passam pela propaganda gratuita para que se visualize a gravidade da situação. O cenário é marcado pelo mais puro bestialógico.

O circulo se fecha depois das urnas. O sistema não cuida da qualificação dos eleitos. Não agrega nada à bagagem técnica e política com que chegam à Câmara. As sessões plenárias são o que são, não há o que esperar delas. Mas algo poderia acontecer fora delas. No entanto, são raras as tentativas de reproduzir no Palácio Anchieta as iniciativas tomadas, por exemplo, pela Assembléia Legislativa de São Paulo e pelo Congresso Nacional para melhorar a formação e a atualização dos quadros parlamentares, tanto dos políticos quanto dos assessores. Cursos, seminários, debates, conferências, muita coisa poderia ser feita para dar maior consistência às bancadas e aos vereadores.

No mínimo por ter destacado a questão, o alerta de Soninha veio em boa hora. Pode ter sido genérico e impreciso, mas criou um fato e deu aos eleitores uma oportunidade a mais para que reflitam sobre o voto que depositarão nas urnas em 5 de outubro. No curto prazo, não é de prever que a qualidade se altere a ponto de modificar o rumo das coisas. Mas oportunidades existem para ser aproveitadas, e é da concatenação delas no tempo que nascem as grandes transformações.

* Marco Aurélio Nogueira
Universidade Estadual Paulista - UNESP
Departamento de Política

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